Cidades

Saúde espera envio de inseticida para combate aedes até dezembro


Com 1648 casos de dengue, São Carlos intensifica as ações no combate ao mosquito aedes aegypti. Oitenta e quatro funcionários batem de porta em porta na busca por focos e na orientação à comunidade. Por enquanto, não há o adulticida usado para o popular ‘fumacê’ nas regiões em que há os casos de dengue. O Ministério da Saúde interrompeu, momentaneamente, a distribuição de inseticida aos municípios brasileiros, alegando problemas em sua formulação pela empresa produtora. “Nós temos os larvicidas, usados justamente para matar as larvas do mosquito, mas esperamos que o Ministério da Saúde regularize essa situação até dezembro”, destacou Denise Scatoline, que é a chefe da Seção de Apoio à Vigilância em Saúde da Prefeitura de São Carlos.

Os dados da Vigilância apontam até agora 7.676 notificações. Do total de casos confirmados, 1.520 autóctones (contraídos no município) e 128 importados. De Chikungunya são 71 notificações, 37 negativos, 34 ainda aguardando resultado. Zika foram 58 notificações, com 34 resultados negativos e 24 ainda aguardando resultado. De Febre Amarela 3 notificações, com 3 resultados negativos. O número de notificações é referente aos pacientes com suspeita da doença atendidos tanto na rede pública, como nos planos de saúde e rede particular, de acordo com a Prefeitura. “Os números são altos para São Carlos e os municípios vizinhos enfrentam os mesmos problemas. Nós vivemos um ano de epidemia em todas as regiões”, destacou Denise.

Araraquara contabiliza, até o momento, 20.843 casos de dengue, com cinco mortes.

Segundo um levantamento feito pelo Ministério da Saúde, o estado de São Paulo registrou um aumento de 3.712% nos casos de dengue entre os meses de janeiro e agosto deste ano se comparado ao mesmo período de 2018.

Só em 2019 foram mais de 437 mil casos da doença. Em 2018 foram 11.400 casos no mesmo período. O estudo mostra que São Paulo foi o estado que registrou o maior aumento em todo o país.

Nota

Uma nota do Ministério da Saúde reconhece que há resistência do mosquito aedes aegypti aos inseticidas usados no combate aos focos no Brasil.

A conclusão veio após um levantamento feito em todos os estados brasileiros, em municípios escolhidos por amostragem. Foi detectada resistência do mosquito ao malathion, produto usado no fumacê, em todo o território nacional. Em estados do Nordeste, também se constatou que o mosquito já não reage como deveria ao larvicida.

A constatação levou o Ministério da Saúde a definir a substituição, o que já foi comunicado às secretarias estaduais e municipais de saúde.

A compra é feita pelo governo federal por meio da Organização Panamericana de Saúde (Opas). O fumacê é o último recurso na prevenção contra a dengue, para evitar a proliferação em locais frequentados por pacientes contaminados. Embora não seja a linha de frente no combate à doença, faz falta em situações de epidemia.

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