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Sexta-feira 13: mito ou verdade?

13/01/2012 13h03 - Atualizado há 10 anos Publicado por: Redação
Sexta-feira 13: mito ou verdade?

Alguns não saem de casa, nem sequer para trabalhar. Outros passam longe de cemitérios e frequentam terreiros para protegê-los de almas penadas. Quando a sexta-feira é 13, como é o caso do dia de hoje, as superstições ficam ainda mais evidentes. Considerada uma data que traz azar ou mau agouro, a crendice é uma das mais populares entre os católicos. Isso porque, sexta-feira foi o diaem que Cristofoi crucificado e, de acordo com o Evangelho, o 13º apóstolo da Última Ceia era Judas, que foi quem traiu Jesus.

O professor de sociologia, Celso Freire, explica que ao longo do desenvolvimento da humanidade surgiu uma necessidade de esclarecer certos fenômenos que aconteciam regularmente mas que até então eram desconhecidos. “É o que acontece com a sexta-feira 13. Houve necessidade de se atribuir um significado a esse dia que está associado a lendas. A partir do momento que a pessoa acredita em superstições, elas vão dar demonstrações que de fato elas podem ter um efeito. Isso é produzido pela sociedade e reproduzido pelos homens. É como dizem, uma mentira repetida muitas vezes pode se tornar verdade”, explica.

Para a dona de casa, Edna Gonçalves, o número 13 é considerado sinal de infortúnio. Frequentadora assídua de centros espíritas e locais onde se praticam vidência e numerologia, ela conta que a recomendação é colocar uma vasilha com sal grosso e uma cabeça de alho na porta de casa. “ Este ano eu fiz um amuleto de proteção, inclusive, pois muitas almas estarão soltas nessa sexta-feira. Do cemitério, por exemplo, eu passo longe”, declara.

Segundo Graziela Baron Vanni, psicóloga especializadaem Terapia Cognitiva Comportamental, as superstições surgem a partir de crenças que as pessoas desenvolvem e passam de geração para geração, embasadas na necessidade de se apoiar em algo que pode ser positivo, como a sorte, ou negativo, como o azar. “Alguns fatos da vida cotidiana passam a ter um significado especial, sem que essa pessoa perceba. Geralmente, a superstição surge a partir determinado comportamento, atitude, número ou palavra que tenha trazido coisas boas ou ruins”, afirma.

No entanto, a Vanni expplica que há uma grande diferença entre acreditar em superstições e deixar de executar atividades diárias consideradas normais devido a uma crença. “Quando isso esbarra na condição social do ser humano, a superstição perde sua condição e se transformaem Transtorno Obsessivo Compulsivo, que é uma doença”, alerta.

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10 anos atrás

Para mim é puro mito. O 13 inclusive é meu número de sorte.

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