Sorotipo 2 da Dengue já circula em São Carlos

14 de março de 2019


A Vigilância Epidemiológica confirmou que o sorotipo 2 da Dengue já circula em São Carlos. O vírus é tido como mais agressivo, uma vez que a maioria da população não está imunizada especificamente para esse sorotipo, o que pode levar a um aumento no número de infecções.
“É uma tendência que já vinha sendo observada. A gente já imaginava, principalmente porque em Araraquara, cidade vizinha, que sofre uma epidemia de Dengue, os resultados das amostras já confirmavam a predominância do DENV2”, disse Denise Scatolini, chefe da Seção de Apoio à Vigilância em Saúde e Informação da Secretaria Municipal de Saúde.
Em 2018 foram registradas em São Carlos 755 notificações da Dengue, sendo que 26 casos foram confirmados, sendo 16 autóctones e 10 importados. De Chikungunya foram 55 notificações, com 3 casos confirmados importados. Para Zika foram registradas 6 notificações, mas nenhum caso positivo e para febre amarela 10 notificações, porém ninguém contraiu a doença.
Em 2019 já temos 97 casos positivos de Dengue, sendo 69 autóctones e 28 importados. Até o momento foram registradas 666 notificações. Nenhum caso de Zika, Chikungunya ou Febre Amarela foi registrado até o momento.
De acordo com Denise Scatolini o número de notificações, assim como o número de casos positivos, deve aumentar. “Abril é o mês de pico da doença, de maior incidência, e também as pessoas que estão em área de risco e com sintomas vão ser classificados por critério clínico e epidemiológico”, explicou a chefe da Seção de Apoio à Vigilância em Saúde e Informação.
Os casos autóctones, que são os contraídos aqui na cidade mesmo, já foram confirmados nos bairros Vila Prado, Bela Vista, Boa Vista, região do grande Cidade Aracy, Antenor Garcia, Eduardo Abdelnur e Jardim São Carlos. “Os casos autóctones aumentam porque uma vez que temos o vetor voando, a disseminação da doença é muita rápida”, afirmou Scatolini lembrando que até o momento não foi registrado nenhum caso grave da doença.
A Equipe de Combate à Endemias confirma que os principais criadouros encontrados são: prato de planta, vaso de planta, bebedouro de animal, depósito para horticultura, depósito não elevado, pneus, piscina fixa e móvel, lona, baldes, latas, frascos e plásticos em geral (inservíveis, ou seja, que devem ser jogados no lixo e não são, e aqueles utilizados pelo morador), material de construção e carriola.
A Vigilância Epidemiológica orienta para que as pessoas com qualquer sintoma da doença, como febre alta, associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas juntas, atrás dos olhos, vermelhidão no corpo e coceira, procurem inicialmente as unidades básicas ou de saúde da família mais próxima da sua residência.
Os moradores que tiverem alguma dúvida sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti podem entrar em contato com Vigilância Epidemiológica pelo telefone (16) 3307-7405.

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