Cidades

Universitários montam próprio orçamento doméstico


Muitos jovens trocam o conforto da casa dos pais para fazer uma faculdade longe de casa. O que vale a pena é a experiência e responsabilidade de viver sozinho, cuidando dos gastos com aluguel e das contas mensais. Agências bancárias aproveitam a oportunidade e fazem benefícios exclusivos com contas universitárias.

“Não tinha muita noção das despesas. Quando saímos de casa é que descobrimos o quanto gastamos”, diz Gabriela Oliveira, estudante da UFSCar. Segundo ela, é uma experiência que tem que ser vivida. “Aprendi a ter noção do quanto posso gastar. Sei quando meu dinheiro está acabando e tenho que economizar”.

Gabriela mora sozinha e tem carro, apesar de já fazer estágio e conquistar algum dinheiro, ainda recebe ajuda dos pais. “Ganho uma mesada dos meus pais e faço estágio. Isso me ajuda muito”, fala.

Os maiores gastos são com aluguel e alimentação, é por isso que muitos estudantes preferem morar em repúblicas. “Foi na tentativa de economizar que escolhi morar em uma república. Sempre tenho companhia e fica muito mais barato para pagar as contas”, explica Pedro Augusto Santos, estudante da UFSCar.

Ele diz que a recompensa será o diploma juntamente com um bom emprego. “Como escolhi sair da casa dos meus pais, tento controlar meus gastos e dividir o dinheiro em momentos de lazer e pagar as contas”.

A estudante de mestrado Paula Lopes diz que fez a graduação morando na casa dos pais, mas agora resolveu sair de casa. “Percebi que ficando na casa dos meus pais não amadureci o quanto eu deveria. Senti que precisava me aventurar sozinha”, fala. “Estou gastando todo o dinheiro que ganho para pagar minhas contas, porém está sendo gratificante”, completa.

 

ORGANIZANDO FINANÇAS – De acordo com a economista e professora universitária Paula Roberta Velho, o ponto de partida é não gastar mais do que recebe. “Conhecer todas as despesas é muito importante. Uma série delas é novidade para o estudante que nunca se deparou, por exemplo, com questões de ordem doméstica como alimentação, produtos de limpeza e higiene pessoal e energia”, explica.

A sugestão de Paula é que o estudante faça uma planilha nos três primeiros meses para anotar todas as despesas. “Ao final deste período, o aluno conhecerá as suas demandas e poderá organizar o seu orçamento, destinando x% para moradia, x% para transporte, x% para  material  de ensino (livros, curso de idiomas e afins) e x% para lazer”.

Ela explica que a regra básica é destinar “até 65% para alimentação, moradia e transporte e 35% para as demais despesas, incluindo lazer”.

O estudante deve tomar cuidado com o uso de qualquer instrumento de crédito, pois pode tornar-se uma armadilha. “Os cartões de crédito são os piores vilões. Basta olhar os juros incidentes sobre eles. Os juros estratosféricos dos cartões refletem a alta inadimplência”, diz. Dessa maneira é preciso controlar muito bem o uso de cartões e cheques. 

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