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Como encarar as agressões verbais do parceiro?

01/08/2012 12h20 - Atualizado há 10 anos Publicado por: Redação
Como encarar as agressões verbais do parceiro?

Todos os dias milhares de mulheres sofrem com as agressões verbais vindas de seus parceiros, seja ele namorado ou marido. Aquele que normalmente deveria dar amor ridiculariza a mulher colocando-a em uma situação bastante desagradável.

“Normalmente pessoas que aceitam esse tipo de atitude por parte de seus companheiros são pessoas com pouco repertório de sentimentos. Provavelmente ela já apresentava certa baixa autoestima, o que tem haver com a imagem que faz de si própria. Quando ela encontra um parceiro que a agride com palavras negativas, essa pessoa passa a ‘comprar’ a ideia do agressor de que ela realmente é tudo aquilo que ele diz, permitindo esse tipo de maus tratos”, diz o psicólogo especialista no tratamento das dificuldades dos relacionamentos amorosos Thiago de Almeida.

Quando o parceiro trata a mulher como um lixo, é preciso muito amor próprio e força de vontade para virar o jogo. Mas será que mesmo assim é possível ser feliz em uma relação desse tipo? Como sair de tal situação?

Segundo a psicóloga Fábiana Esbaile, o conceito de felicidade vai de acordo com a visão de mundo de cada ser. É preciso considerar que os “limites” para as agressões verbais é diferente para cada casal. Tudo irá depender do quanto às exposições dessas agressões irá atingir ou prejudicar psicologicamente a vítima. Porém, sempre que o agredido sentir-se humilhado deve procurar uma solução para o caso, seja na tentativa de um diálogo saudável com o próprio parceiro ou na procura de um profissional que possa orientá-lo.

“Particularmente acredito nas intervenções ou tentativas de soluções para o problema que venham antes da procura da justiça em si, mas em casos extremos essa também se torna uma das possibilidades, ou talvez a única”.

Em muitos casos os familiares e amigos tentam interferir e ajudar de alguma forma a pessoa que está sendo agredida. Porém, a psicóloga alerta que essa ajuda deve ser feita com cautela. “É preciso ter cuidado com a ajuda, pois a agressão pode se estender a aquele que tenta ajudar, caso o faça sem orientação adequada, o mais correto é orientar tanto o agredido como o agressor, pois os ânimos podem estar alterados. Caso haja um prejuízo muito intenso na saúde psíquica do agredido, pode-se orientar no convencimento da procura de ajuda, mesmo que seja por parte da justiça”. 

Mas será que existe um perfil deste tipo de agressor? Será que é possível identificá-lo antes mesmo de se envolver? Para a psicóloga Fabiana, é bastante difícil traçar um perfil especifico. “Na maioria dos casos, o próprio agressor não se vê dessa forma. Como a agressão psicológica não deixa ‘marcas visíveis’ e os desentendimentos fazem parte de qualquer relacionamento, o agressor pode entender que seu comportamento é ‘normal’, ou seja, ‘desentendimentos’ são facilmente confundidos com a ‘agressão psicológico’, ou ainda, é a partir deles que a agressão piscológica pode acontecer. A grande diferença entre os dois está no prejuízo ou desconforto psíquico do agredido”.

“Qualquer homem pode vir a agredir verbalmente sua parceira, mas na maioria das vezes este é intimidador e ofensivo, assegurando um poder de autoridade. O importante é que este reconheça suas atitudes como aversivas e busque ajuda para aprender a lidar com a impulsividade”, alerta Fabiana.

 

É possível mudar de vida e recuperar a autoestima

A vendedora Maria Gomes frequentemente é agredida verbalmente pelo namorado com coisas do tipo: “você é velha”, “você é gorda”, “você tem dois filhos e mais de 40 anos, ninguém além de mim vai ter querer”. Ela diz que fica mal com isso, mas procura sempre pensar em suas qualidades para não se abalar por completo. “Acredito que ele faça isso justamente para me deixar com a autoestima baixa com o intuito de que eu me torne uma pessoa estagnada e sem vontade de viver. Acredito que tenha esteja ligado ao fato dele querer ser sempre mais do que eu na relação”.

“Claro que fico triste, mas procuro ignorá-lo e pensar nas coisas que tenho de bom. É preciso ter discernimento para entender que essa pessoa que me humilha na verdade é inferior a mim”, afirma Maria. 

É preciso mudar a atitude e trabalhar a autoestima. Se a pessoa optar pela separação, é importante que saiba que se separar não significa ficar sozinha. A pessoa precisa aprender a curtir a própria companhia. Muitas vezes ela idealiza o parceiro e acredita que não encontrará outro alguém.

A psicóloga Fabiana Esbaile diz que para recuperar a autoestima é fundamental que a mulher olhe para si própria, como faz a vendedora Maria. “É preciso convencer-se de suas reais qualidades, capacidades e valores, sem deixar que terceiros ponham à prova suas crenças pessoais. Porém, esse processo pode depender de uma orientação profissional, pois depende do tamanho do prejuízo causado no indivíduo”. 

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eliane
eliane
9 anos atrás

Que pena que algumas pessoas pensam que para serem melhores tem que ser agressivo.

raiane santana nobre
raiane santana nobre
9 anos atrás

E DIFICIL ESSE TIPO DE ATITUDE DOS SERES HUMANOS, FIU VITIMA DE UM ATAQUE VERBAL NO MEU TRABALHO POR UM PACIENTE E AINDA FUI PENALIZADA NO COM UMA ADVERTENCIA. POIS PEDI QUE ELE SE ACALMASSE E PEDIR QUE ME AGREDISSE VERBALMENTE

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