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Fábricas de Cultura recebem coletivos que debatem jornalismo e produção cultural

Integrantes da Nós, mulheres da periferia estão entre as convidadas que integram os debates virtuais

04/05/2021 09h34 - Atualizado há 2 semanas Publicado por: Redação
Fábricas de Cultura recebem coletivos que debatem jornalismo e produção cultural Foto: Divulgação / Governo de São Paulo

A ampla programação de maio das Fábricas de Cultura das regiões norte e sul de São Paulo, e Diadema – programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerenciado pela Poiesis – recebe diversos temas. Os debates virtuais e gratuitos serão sobre o jornalismo feito por mulheres na pandemia, produção cultural nas periferias, os reflexos da pandemia no comportamento das crianças, liberdade de imprensa e o sistema prisional brasileiro a partir do olhar das mães.

A Fábrica de Cultura Capão Redondo recebe o bate-papo Jornalismo feito por mulheres na pandemia no dia 14 de maio, sexta-feira, às 19h, transmitido pelo IGTV do Instagram. Durante a conversa, Jéssica Moreira, jornalista formada pela FAPCOM, escritora e focada em temáticas voltadas aos Direitos Humanos, e Semayat Oliveira, jornalista pela UMESP e especializada em Educação, Cultura e Relações étnico-raciais na USP – ambas integrantes do coletivo jornalístico independente Nós, mulheres da periferia – compartilham os desafios o que têm aprendido durante este período de crises ressaltadas pela pandemia de Covid-19. O Nós, mulheres da periferia mantém um site de notícias liderado por mulheres negras e de diferentes periferias de São Paulo.

No dia seguinte, em 15 de maio, às 18h, na mesma rede social, é a vez do Bate-papo sobre produção cultural na periferia com o Circo de Québra e o coletivo Nóis da Viela. Os dois grupos vão refletir sobre as experiências adquiridas durante suas trajetórias, fazendo uma conexão entre as periferias da zona norte e sul da capital paulista. O foco estará em torno dos espaços utilizados para seus projetos artísticos, como escadões e vielas das próprias quebradas.

O efeito do isolamento social no lado psicológico da população infantil será abordado pela Fábrica de Cultura Diadema por meio da conversa Crianças e a quarentena com a psicanalista e arteterapeuta Val Santana. A atividade está agendada para o dia 14 de maio, às 18h, via Facebook. Por meio do projeto “Alegrat”, Santana aborda os efeitos desse período de pandemia na mudança de comportamento das crianças e reflexões sobre sintomas como a agressividade, choro e baixo rendimento escolar, que podem sinalizar mal-estar ou início de um transtorno psíquico. Val Santana também é atriz circense pela Cia. Contando Histórias.

Em homenagem ao mês que celebra o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, a unidade da Fábrica localizada no Grande ABC realiza a live Liberdade de Imprensa com as jornalistas e ativistas Gabriele Roza e Amanda da Cruz Costa, a qual integra o PerifaSustentavel, colunista da Agência Jovem de Notícias, mobilizadora de redes do Youth Climate Leaders e integrante da lista Forbes Under 30. O encontro virtual com o público ocorre no dia 26 de maio, quarta-feira, às 19h30, pelo Zoom, e as inscrições estarão abertas entre 13 e 23/05.

A Fábrica de Cultura Jaçanã traz Gih Trajano para debater o sistema prisional brasileiro a partir de questionamentos das mães, entre eles, “O que eu fiz para o meu filho parar na prisão? ”. No dia 27 de maio, quinta-feira, às 19h, pelo Facebook, na atividade Improvisada desde que nasci: onde foi que errei? A artista Trajano convida uma avó, uma mãe e uma irmã que irão apontar as percepções e como conseguiram encontrar alternativas e forças diante dessa adversidade que desestrutura famílias. Gih Trajano, criada nas periferias do Alto Tietê/Suzano (SP), viveu um período em sistema prisional, quando se interessou pela literatura chamada marginal e começou a participar do Sarau Asas Abertas. Ao descobrir o talento para declamação e improvisação, começou a escrever e ter textos autorais publicados em coletâneas poéticas, participando de palestras e debates sobre Literatura no cárcere, além de ser bicampeã do Slam do Grito. Ela também mantém o coletivo Improvisadas desde que nasci, dedicado para as mulheres que já passaram pelo sistema prisional.

Para conhecer a programação completa das Fábricas de Cultura, acesse o site do programa ou o hotsite +Cultura da Poiesis.

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