Cultura

Grafite: a galeria de arte ao ar livre


Muitas pessoas enxergam o grafite apenas como uma pichação nos muros que começou na década de setenta, em Nova York quando gangues ou grupos de rua demarcavam territórios através de escritas e desenhos nas paredes. Mais tarde o grafite foi ganhando espaço e evoluindo em técnicas. Hoje ele ganha status de arte, e apoio de programas desenvolvidos por escolas, grupos de artistas e até do governo.

O grafite está ligado a vários movimentos, principalmente ao Hip-Hop. O grafiteiro Danilo Barbosa faz grafite há doze anos e para ele é uma forma de arte que deve ser valorizada. “O grafite expressa talento, cada artista faz seu trabalho focando em algum objetivo. Quando cada trabalho é concluído temos como resultado pura arte, muita liberdade de expressão e tudo fica com mais vida. As pessoas confundem o grafite com pichação, o que é quando uma pessoa sem autorização vai a qualquer lugar e escreve algo, só por fazer, infelizmente fica feio e causa poluição visual. O grafite já é uma arte com o propósito de deixar muros deteriorados e sem cor, com vida, transformando as ruas em galerias de arte ao ar livre”, diz Danilo.

Os materiais usados pelos artistas variam de acordo com o costume de cada um. Mesmo assim para realizar um grafite, é necessário um papel com o desenho, uma superfície para realizar o trabalho, que seria uma parede ou tela, spray, rolinho de pintura, pincel, máscara de proteção, e claro muita criatividade. Lembrando que para desenhar nos muros os grafiteiros precisam de autorização antes de tudo. “Tornar-se grafiteiro é simples, hoje em dia existem vários recursos e o acesso é fácil, porém a pessoa deve ter dedicação nos estudos da arte, para não fugir dos conceitos certos. Existem oficinas onde é possível aprender o básico, sobre a origem da arte, estilos de grafite, como criar, pinturas e técnicas”, ressalta o grafiteiro.

Embora ainda haja preconceito por parte de algumas pessoas, segundo Danilo o grafite vem conquistando espaço e admiração da sociedade, e até sendo uma opção de atividade para jovens das periferias. “Muitos tem preconceito, pois não se interessam em saber sobre a arte, alguns artistas nos julgam como criminosos, sendo que apenas estamos alimentando uma cultura, esse é o objetivo. Hoje em São Carlos a arte é mais valorizada, porém falta mais atenção dos órgãos públicos, que poderiam oferecer mais oficinas para os jovens da periferia, o grafite é uma atividade que servirá para eles como uma ocupação e uma forma de fazerem arte”.

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