27 de Outubro de 2021

Dólar

Euro

Cultura

Jornal Primeira Página > Notícias > Cultura > Professor da UFSCar retrata monumentos de Moscou e abre exposição

Professor da UFSCar retrata monumentos de Moscou e abre exposição

30/04/2013 22h22 - Atualizado há 8 anos Publicado por: Redação
Professor da UFSCar retrata monumentos de Moscou e abre exposição

Motivado pelo sonho de retornar a Moscou após 27 anos e captar imagens da Praça Vermelha, do Kremlin e suas catedrais, o professor de História e Filosofia da Educação no Departamento de Educação da Universidade Federal de São Carlos, Amarilio Ferreira Jr., esteve no local recentemente e fez imagens de monumentos históricos como a Catedral de São Basílio, Catedral Kazan, Catedral do Arcanjo Miguel e Catedral da Anunciação, entre outras. As fotografias serão tema da exposição “Igrejas do Kremlin”, de 2 a 31 de maio na Biblioteca Comunitária da UFSCar.

 

Por trás das imagens registradas por Ferreira Jr. há interessantes histórias de sua trajetória. Ferreira estudou em Moscou, no Instituto de Ciências Sociais, nos anos de 1984 e1985. Quando retornou ao Brasil, dois acontecimentos importantes estavam acontecendo, de um lado, Mikhail Gorbachev havia assumido a secretaria geral do Partido Comunista, iniciando a “glasnost” e a “perestroika” da sociedade soviética e, do outro, a ditadura militar tinha chegado ao fim no Brasil, com a vitória de Tancredo-Sarney contra Paulo Maluf, em um processo eleitoral indireto.

De volta ao Brasil com a sensação de que logo poderia voltar a Moscou por não ser mais militante de um partido que era banido da vida política nacional, o clandestino PCB, Ferreira Jr. percebeu que as coisas não seriam tão fáceis. “A conjuntura brasileira e internacional tomaram rumos que eu nem sequer poderia avaliar naquela época. A União Soviética caminhou rapidamente para a sua derrocada histórica e a sociedade brasileira mergulhou em uma titânica luta pela sua democratização, inclusive com o impeachment de um presidente eleito pelo voto direto. O meu sonho de voltar a Moscou ficou congelado por quase três décadas”, conta Ferreira Jr.

O professor completa: “Quando retornei a Moscou, no verão de 2012, logo me veio à memória os sentimentos que a estética das igrejas do cristianismo ortodoxo, que adornam o complexo arquitetônico e formam a Praça Vermelha e o Kremlin, o centro do antigo poder político soviético, provocavam em mim”.

Para Ferreira Jr. ter estudado em Moscou durante a “Guerra Fria” possui, até hoje, dois significados distintos e complementares que ele próprio define: “Muito do que penso, escrevo e ensino para os meus alunos tem uma relação direta com os estudos e a cultura política que adquiri durante o tempo que frequentei no Instituto de Ciências Sociais de Moscou”.

“A oportunidade histórica de ter vivido no chamado ‘socialismo real’ foi uma experiência que poucas pessoas no ocidente tiveram. Por outro lado, se considerarmos que a história do século XX, na sua essência, foi marcada profundamente pela existência da União Soviética, eu sempre penso que vivi o século passado de forma plena, pois fui um orgânico militante político que tomou partido do socialismo. Para mim, Moscou sempre será, no meu imaginário, um lugar mágico, seja do ponto de vista do valor estético, como a beleza artística das suas igrejas, seja pelo que representou politicamente para os povos do mundo inteiro no século passado”, finaliza o professor.

Recomendamos para você

Comentários

Assinar
Notificar de
guest
1 Comentário
Mais antigas
Mais novos Mais Votados
Comentários em linha
Exibir todos os comentários
gordon
gordon
8 anos atrás

deveria estudar e divulgar os monumentos do Brasil,o sonho sovietico acabou ….

1
0
Queremos sua opinião! Deixe um comentário.x
()
x