Cultura

Sesc recebe espetáculo Bossa Nova


A Companhia de Ballet Stagium de São Paulo é um grupo pioneiro na utilização de canções da MPB e agora chega ao Sesc São Carlos com o espetáculo Bossa Nova que celebra os 50 anos do estilo musical tipicamente brasileiro e lembra os grandes ícones desse movimento. A apresentação será nesta quarta-feira, 17, às 20h.

 

A fundadora e diretora do Ballet Stagium, Marica Gidale, conta que a companhia sempre buscou inserir em seus trabalhos as riquezas brasileiras; o espetáculo Bossa Nova, além de ser uma homenagem ao estilo musical, também é uma forma de divulgação da cultura popular brasileira.

“Aproveitamos o aniversário da Bossa Nova para também mostrar à nova geração um pouco do universo da bossa e toda sua riqueza. Desde o início sempre buscamos enaltecer o valor do nosso país, inserindo-o de alguma forma em nossas criações seja com inspirações no teatro, cinema, literatura e principalmente na música. Para criar Bossa Nova fizemos uma ampla pesquisa do assunto e os bailarinos foram aos poucos acrescentando suas ideias e referências. Todos participaram da escolha das coreografias e repertório juntamente com um trabalho de direção teatral”.

Em Bossa Nova, o grupo faz uso de muita irreverência e improvisação, fazendo com que a trilha sonora provoque uma criação de total liberdade. O Ballet Stagium, em suas criações, utiliza vertentes universais da dança com aspectos tipicamente brasileiros e com isso conquistou um vasto público em todo o país.

Uma característica interessante do trabalho da Companhia de Ballet Stagium está no engajamento com questões sociais, tendo levado ao longo dos anos a arte da dança para espaços alternativos para pessoas carentes que dificilmente teriam acesso a esse tipo de manifestação coreográfica. “Nossas produções são adaptáveis aos mais diversos tipos de espaços, o que permitiu e permite que façamos apresentações de espetáculos muitas vezes gratuitos em pátios de escolas públicas das periferias de grandes centros, favelas, igrejas, presídios, hospitais, praias, estações de metro, entre outros”, diz a diretora Marica Gidale.

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