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Filmes para ver no final de semana

23 de Setembro de 2020 às 18:41 Publicado por: Redação
Filmes para ver no final de semana Fotos: Divulgação

Tem alguns filmes que toda mulher (e homem também, em minha opinião) precisam assistir uma, duas, três vezes. Estes nos ajudam a pensar, organizar sentimentos e, por que não (?), ter uma atitude mais sensível diante da vida. Fiz a minha seleção e quero indicar a vocês, leitores, nesta semana 3 entre vários filmes que amo muito. Aproveite a quarentena, assista e deixe também suas indicações de filmes especiais nos comentários.

Foi Apenas um Sonho

Belo casal mora numa bela casa com um belo jardim e belos filhos. O marido está adaptado à rotina, mas a mulher arrasta correntes. É uma estrangeira dentro da própria vida. Queria ser alguém especial, porém é apenas mais uma como as outras, com um destino presumível: repetir os dias. Em determinado momento, um diálogo rápido resume o estado de espírito dela. Ao se abrir com o vizinho a respeito de seu vazio inquietante, ele se mostra compreensivo: “Você queria sair, não?” Ela responde: “Eu queria entrar!”

O diretor Sam Mendes mais uma vez acerta a mão no filme Foi Apenas um Sonho ao tratar sobre o desespero de se deixar engolir pelo caminho mais fácil: viver a vida de todo mundo.

Antes do Pôr do Sol 

O filme Antes do Pôr do Sol, de Richard Linklater, mostra o reencontro de um casal que não se vê há nove anos e a expectativa silenciosa de achar respostas nas poucas horas que eles têm para conversar. O papo inicial é cauteloso, até que chega a hora da explosão, dos desabafos, das acusações e do quase-choro. Tudo em razão do que deveria ter havido entre os dois e, por força das circunstâncias, não houve.

Como não se sensibilizar com uma jovem que admite ter perdido a ilusão do amor e que passou a viver blindada, refratária a qualquer nova relação? Como não se sentir mexida quando um homem admite que casou porque todos casam, que é infeliz e que a única coisa que lhe justifica a vida é o filho?

Vicky Cristina Barcelona 

Doug que amava Vicky que amava Juan Antonio que amava Maria Elena que amava Cristina que não amava ninguém. O happy end nunca passou tão longe de uma história como em Vicky Cristina Barcelona. Que história? Duas jovens americanas vão passar férias na Espanha. Uma delas está noiva de um homem-padrão e não quer saber de aventuras; a outra está para o que der e vier, basta que surja um guapo bem-disposto. E surge: um pintor que traz na bagagem uma separação mal resolvida com uma tresloucada e que resolve seduzir as duas, mesmo com a ex-esposa na cola. É um salve-se quem puder.

Mas não é um filme sobre desencontros. Ao contrário, é um filme sobre buscas. O resultado é um filme universal, como universal tem sido a nossa insaciedade. Internet, cinema, novelas, livros, música: tudo nos conduz a pensar que a vida não tem o menor sentido se a gente não sentir prazer 25 horas por dia.

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