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MP, TJ e Prefeitura de Aparecida de Goiânia aprovam Programa Jovem Sustentável e sinalizam realização de novas turmas

Com foco na programação neurolinguística, projeto realizado em parceria com a Fundação Alphaville ofereceu aulas em três módulos

20/07/2022 14h01 - Atualizado há 4 semanas Publicado por: Redação
MP, TJ e Prefeitura de Aparecida de Goiânia aprovam Programa Jovem Sustentável e sinalizam realização de novas turmas Fotos: Divulgação

Ímpar na ressignificação de valores e na melhoria da autoestima. É assim que a dra Lúcia do P. S. Carrijo Costa, juíza da Vara da Infância e Juventude de Aparecida de Goiânia/GO, definiu o Programa Jovem Sustentável – Aprendiz (PJS), que foi realizado pela primeira vez na cidade durante o mês de junho, atendendo a dez adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa em meio aberto. “Trata-se de uma experiência inovadora e bastante efetiva na medida em que trabalha, além da ressignificação de valores, a restauração de vínculos familiares e a profissionalização dos adolescentes. Não adianta o acompanhamento, com oferta de escola e cursos profissionalizantes, se não há mudança nos valores e na visão que os adolescentes têm de si e nos objetivos que eles podem alcançar”, pontuou a juíza

Realizado em parceria entre o Ministério Público, Tribunal de Justiça (por meio do Juizado da Infância e Juventude), Prefeitura (por meio da Secretaria de Assistência Social e CREAS) e a Fundação Alphaville (responsável pela aplicação da metodologia), o PJS em Aparecida de Goiânia ofereceu, durante 47 dias, três módulos de ensino e aprendizado aos adolescentes: Programação Neurolinguística (PNL), Sustentabilidade e Cidadania Digital. Toda as atividades foram presenciais, contabilizando 172 horas de aulas.

O módulo PNL, primeiro a ser desenvolvido pelo roteiro do PJS, é, também, o mais importante – e diferencial – não somente para que os demais aprendizados sejam bem assimilados, como para a efetivação prática de tudo o que o projeto entrega. “O modulo PNL promove uma imersão em diferentes atividades focadas em proporcionar aos adolescentes a oportunidade de se refazer como ser humano a partir do desenvolvimento de habilidades socioemocionais. E isso é a base para a efetividade do trabalho”, explica Graça Rodrigues, especialista de projetos sociais da Fundação Alphaville.

Para Francisco Silva dos Santos, consultor do PJS, o principal desafio a ser vencido pelo projeto em Aparecida de Goiânia foi levar os adolescentes ao programa e mantê-los motivados e empolgados após o hiato de dois anos causado pela pandemia. “Num momento de retomada de tudo, nossa experiência foi desafiadora. Alguns adolescentes precisavam de duas ou três conduções para chegar ao projeto e o envolvimento deles dependia do jogo de cintura dos educadores e coordenadores. Foi incrível”, destaca Santos. O consultor também ressalta o desafio para a própria equipe da Fundação Alphaville. “Tivemos que recomeçar todo o planejamento e todas as atividades do zero”, lembra Francisco, em referência à suspensão do programa em Aparecida de Goiânia no início de 2020, quando a pandemia do coronavírus interrompeu a agenda.

Referência

Com avaliação bastante positiva em outros municípios onde foi aplicado, o Programa Jovem Sustentável-Aprendiz investe no resgate da integralidade do adolescente para, depois, trabalhar sua reinserção na comunidade. “Apesar da pouca idade, os adolescentes atendidos pelo PJS estão recomeçando a vida. E é preciso considerar todas as variáveis que envolvem o histórico desse público específico e desconstruir muitos cenários para que o objetivo alcance efetividade. A função do programa não é apresentar uma solução mágica, mas, sim, uma alternativa possível’, sublinha Graça Rodrigues.

Nesse sentido, o depoimento de Isabella Lorrayne Rodrigues de Araújo, de 18 anos, chega como chancela. “É inexplicável a importância do PJS para mim. Os cuidados que recebi e todos os ensinamentos, tanto na educação, como no comportamento, em como saber lidar com nossos problemas e várias outras coisas, foram especiais e meu plano é mudar de vida cada vez mais, ser uma pessoa melhor a cada dia e saber lidar melhor com as pessoas”, disse a adolescente. O consultor Francisco Santos também se emociona contando os recados que recebe após o encerramento do Programa. “Um dos adolescentes me disse que estava sentindo falta e com saudade das atividades. Isso é marcante e nos deixa com a sensação de dever cumprido”.

Vida que segue

O convite para aplicação da metodologia em Aparecida de Goiânia partiu do Ministério Público do Trabalho do Estado de Goiás (MPT-GO), depois dos excelentes resultados alcançados pelo projeto no município vizinho, Senador Canedo. Ali, o índice de reincidência criminal dos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa caiu de 86% para 15% após a introdução do PJS.

Cumprida esta primeira turma, a Prefeitura, o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e a Fundação Alphaville se preparam para o repeteco. “A evolução e o processo de mudança dos adolescentes foi marcante e estamos na expectativa para a segunda turma, trabalhando na transformação pessoal e profissional de cada adolescente atendido pelo programa”, atesta Wiliomar Francisco dos Santos, superintendente da Proteçao Social Especial, da Prefeitura de Aparecida de Goiânia “Temos grandes expectativas em relação à efetividade do programa, na medida em que os adolescentes continuarão sob acompanhamento e amparo para a inserção no mercado de trabalho. E temos, sim, muito interesse na formação de novas turmas, inclusive bimestrais. Fiquei encantada com o PJS e recomendo a todas as unidades judiciárias”, finalizou a juíza Lúcia P. S. Carrijo Costa.

“A Fundação Alphaville e seus parceiros estão bem contentes com o excelente aproveitamento desta primeira experiência do PJS em Aparecida de Goiânia. Estamos bem esperançosos com o futuro desses jovens e muito otimistas com a próxima turma, que deve acontecer no início de 2023”, adianta Fernanda Toledo, diretora executiva da instituição. A especialista de projetos sociais da entidade, Graça Rodrigues, acredita que a união entre o poder público municipal, o Ministério Público e o terceiro setor tem enorme potencial para buscar e desenvolver novas formas de trabalho para atendimento de jovens em cumprimento de medida socioeducativa. “Acreditamos nessas parcerias como instrumentos de transformação social e de construção de cidades mais justas”.

Intercâmbio

A metodologia do Programa Jovem Sustentável – Aprendiz, desenvolvida pela Fundação Alphaville, é repassada às equipes sociais das Prefeituras nas cidades onde o projeto é realizado por meio de treinamento de capacitação técnica, consultorias específicas, orientações e resolução de dúvidas. A intenção é a de capacitar os profissionais das Secretarias Municipais de Assistência Social e dos Centros de Referência em Assistência Social (CREAS), para que, gradualmente, o programa seja assumido na íntegra pela Prefeitura como ferramenta própria e perene.

Além do módulo de Programação Neurolinguística, os adolescentes do PJS de Aparecida de Goiânia tiveram aulas sobre empreendedorismo, segurança e permacultura, com plantio de horta em um dos CREAS para atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade (módulo Sustentabilidade), e sobre todo o pacote Office (módulo Cidadania Digital). A certificação com, no mínimo, 90% de participação, assegura isenção de pena junto ao Juizado.

Sobre a Fundação Alphaville

Sediada em São Paulo, mas com atuação em 23 Estados, a Fundação Alphaville – braço social da Alphaville Urbanismo – possui 22 anos de trabalhos realizados junto a comunidades em situação de desfavorecimento social e econômico, seja em áreas próximas aos investimentos da empresa ou não, a partir do estímulo ao protagonismo social. Qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), a Fundação soma mais de 260 projetos implantados, que beneficiaram mais de 500 mil pessoas em todo o Brasil. “Nossa experiência tem mostrado que a união da iniciativa privada com o setor público tem enorme potencial para transformar realidades sociais desfavoráveis, ao mesmo tempo em que promove desenvolvimento técnico e humano que impactam toda uma comunidade. Somente assim conseguimos atingir nossa missão, que é a de contribuir com cidades mais justas por todo o país”, salienta Fernanda Toledo, diretora executiva da Fundação Alphaville.

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