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Arrecadação federal soma R$ 77,971 bi em maio

26/06/2012 19h22 - Atualizado há 10 anos Publicado por: Redação
Arrecadação federal soma R$ 77,971 bi em maio

O governo federal arrecadou 77,971 bilhões de reais em impostos e contribuições em maio. O número representa uma alta real de 3,82 por cento sobre igual mês do ano passado, informou a Receita Federal nesta terça-feira. No acumulado de 2012, a arrecadação chega a 382,883 bilhões de reais.

 

Em abril, a arrecadação havia ficado em 92,628 bilhões de reais. Todos os valores são corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A arrecadação cresceu em maio frente a igual mês do ano passado, mas na comparação com abril as receitas administradas registram queda real de 12,83 por cento, indicando uma forte desaceleração, em um reflexo do baixo crescimento da economia.

As principais reduções, em termos reais, em maio frente a abril ocorreram no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de Bebidas (-18,56%), do IPI Outros (-21,30%), do Imposto de Renda Total (-36,60%), do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) (-7,74%) e da Contribuição Social Sobre o Lucro líquido (CSLL) (-44,52%).

Em maio a arrecadação já reflete exclusivamente o nível de atividade do país, sem influência de arrecadação oriunda da declaração de ajuste das empresas que ajudou no resultado da Receita Federal em meses anteriores.

Na comparação de maio deste ano frente a igual mês passado, verifica-se recuos na receita do IPI Automóveis (-24,55%), IR Total (-3,32%), IOF (-8,64%) e CSLL (-9,29%).

A Contribuição Previdenciária, um dos tributos com a maior taxa de crescimento, atingiu em maio 24 bilhões de reais, com alta real de 9,29% frente a maio de 2011, mas com ligeiro recuo de 0,02% na comparação com abril.

 

DIFICULDADES

A economia cresceu 0,2% no primeiro trimestre do ano. E dá sinais de lenta recuperação, como indicou o mais recente dado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que cresceu 0,22% em abril.

Nesse cenário de dificuldades econômicas, a arrecadação tem apresentado desempenho mais frágil, tanto que o governo reduziu em 9,988 bilhões de reais a previsão de receita com tributos e impostos. Até abril, os obstáculos vinham da produção industrial em queda.

Até agora o governo tem sustentado que não há prejuízo ao cumprimento da meta cheia de superávit primário – economia feita pelo setor públicos para pagamento de juros – neste ano, de 139,8 bilhões de reais.

Toda a preocupação do governo é resultado de incertezas persistentes no cenário internacional. O governo tem buscado minimizar os efeitos e estimular a economia através de redução de impostos e incentivos a investimentos.

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