Economia

Bolsas de NY fecham em queda com dados da China e expectativa para Fed e BCE


As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta última segunda-feira, 9, com pessimismo dos investidores sobre o comércio global e olhar voltado para a balança comercial chinesa, que apresentou redução de 1,1% em novembro. Os mercados americanos também mantiveram cautela antes de decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central Europeu (BCE).
O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,38%, em 27.909,60 pontos, o Nasdaq recuou 0,40%, a 8.621,83 pontos, e o S&P 500 teve queda de 0,32%, a 3.135,96 pontos. O índice VIX de volatilidade, por sua vez, subiu 16,45%, a 15,86 pontos.
Os investidores estrangeiros iniciaram o dia respondendo à queda inesperada das exportações chinesas, de 1,1% em novembro, na contramão da alta de 1% projetada pelo Wall Street Journal, e que alerta para riscos da guerra comercial. À medida que o dia 15 se aproxima – data em que começam a valer tarifas de importação para produtos chineses, como celulares e brinquedos, prometidas pelos EUA – aumentam as tensões sobre o acordo preliminar que as duas maiores potências mundiais tentam fechar. A redução de tarifas é um dos pontos centrais para que a “fase 1” do pacto sino-americano seja enfim assinado.
De acordo com a Reuters, o presidente americano, Donald Trump, disse hoje que “estamos indo bem” em relação às negociações com a China, sem tecer outros comentários sobre o andamento das conversas. Já Pequim sinalizou que espera uma negociação comercial positiva e sem imposição de tarifas. “Esperamos que os dois lados consigam seguir com conversas e negociações baseadas na igualdade e no respeito mútuo para atingir um resultado que seja satisfatório para todas as partes assim que possível”, comentou hoje Ren Hongbin, ministro assistente no Ministério de Comércio da administração de Pequim.
Os investidores também mantiveram cautela diante de uma semana de decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central Europeu (BCE). Começa amanhã e vai até quarta-feira a reunião do Fed que define como ficarão as taxas de juros do país. É majoritária a avaliação de analistas de que os juros ficarão estáveis, depois de um ciclo de três cortes da taxa, entre julho e outubro, e devido ao bom desempenho da economia, com crescimento de 2,1% no terceiro trimestre, inflação baixa, e surpreendente geração de empregos.
O relatório da LPL Financial, enviado à clientes ainda pela manhã, já apontava cautela do mercado diante do que pode ser decidido esta semana pelo Fed, somado aos temores sobre as tarifas que podem ser impostas à China no dia 15. Há uma série de questões que podem atrapalhar um acordo sino-americano e pressionar o comércio global. “A remoção das tarifas dos EUA para produtos chineses, a significativa compra de produtos agrícolas americanos pela China, além de complicações relacionadas à legislação dos EUA sobre violações de Direitos Humanos sobre Hong Kong são pontos fundamentais no curto prazo. No entanto, há expectativas de consenso em torno da ‘fase 1’ de um acordo comercial”, aponta a LPL.

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