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Domésticas deixam de ser maioria no grupo de trabalhadoras

06/10/2012 15h19 - Atualizado há 9 anos Publicado por: Redação
Domésticas deixam de ser maioria no grupo de trabalhadoras

Com o aquecimento do mercado de trabalho e queda nas taxas de desemprego, uma mudança vem ocorrendo nos tipos de ocupação das mulheres. Com mais ofertas de emprego em atividades variadas e melhores níveis de qualificação, elas vêm assumindo, aos poucos, novas funções e, pela primeira vez, o trabalho doméstico deixou de ser a primeira opção para garantir o sustento próprio e da família entre as brasileiras.

 

Um levantamento realizado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, revela que o contingente de faxineiras, babás, cozinheiras e responsáveis por serviços gerais nos domicílios perdeu espaço para outras ocupações.

A pesquisa foi apresentada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e demonstrou que as comerciárias assumiram a liderança do ranking das atividades desempenhadas pelas mulheres, empregando 7 milhões de brasileiras (17,6%). Em segundo lugar estão as trabalhadoras em educação, saúde e serviço social.

As empregadas domésticas, que sempre vinham no topo da lista como categoria que mais emprega mulheres no Brasil, apareceram em terceiro lugar. Essa categoria caiu de 6,7 milhões, há três anos, para 6,2 milhões no ano passado, correspondendo a 15,7% do total das trabalhadoras. Em 2009, o percentual de domésticas entre as trabalhadoras era 17%.

Há um ano e meio, Sueli Aparecida Roque Sala, 47 anos, passou a ser uma empreendedora, depois de 15 anos trabalhando como empregada doméstica. Junto ao trabalho doméstico revendia produtos cosméticos da Natura para completar a renda familiar. Durante todo esse tempo sempre buscou melhorar de vida e crescer profissionalmente, e foi a partir da renda extra com vendas que a empregada doméstica passou a mudar de vida.

Há quatro anos, Sala passou por uma seleção de revendedoras e se tornou uma orientadora de vendas pela empresa de cosméticos, da qual ela era revendedora, a partir deste momento percebeu que sua renda já não dependia mais do trabalho doméstico.

“Como minhas filhas já estavam criadas, resolvi mudar de emprego e arriscar uma nova fase. Deixei de ser empregada doméstica e passei a me dedicar às vendas”, comenta Sala.

Foi fechado um contrato de trabalho com a empresa, com todos os direitos trabalhistas, além de um salário fixo. Com estabilidade financeira garantida e as dívidas em ordem, Sala resolveu investir mais pouco na carreira, começando um curso no Senac de Organização de Eventos.

Profissionalizando-se no segmento, decidiu abrir sua própria empresa de cerimonialista de eventos. A partir daí, com a perspectiva de crescimento, passou a integrar o Conselho da Mulher Empreendedora de São Carlos, em parceria com a Associação de Comércio e Indústria de São Carlos (Acisc) e o Sebrae-SP, onde obteve mais orientações e suporte para a nova empreitada.

“Minha vida mudou muito e para melhor, mantenho minhas contas em dia, consegui comprar um carro zero e montar meu escritório de trabalho, estou feliz e realizada com meu progresso”, diz Sala.

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