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Electrolux projeta vendas até 10% maiores

24/10/2012 23h39 - Atualizado há 10 anos Publicado por: Redação
Electrolux projeta vendas até 10% maiores

O Natal de 2012 deve provocar um aumento entre 8% e 10% nas vendas dos produtos Electrolux no Brasil. A aposta é do presidente da companhia produtora de eletrodomésticos, Ruy Hirschheimer.

 

A multinacional que tem fábricas de lavadoras de roupas, freezers e fogões na planta de São Carlos, projeto números  significativos, uma vez que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na linha branca entrou em vigor em 1º de dezembro do ano passado, ou seja, já estava valendo no Natal anterior.

Hirschheimer ressalta muito otimismo com o aquecimento do mercado neste final de ano. “O varejo costuma encerrar suas encomendas de Natal por volta do dia 15 de dezembro mas, este ano, como a redução do IPI vai até o dia 31, acredito que as encomendas para a indústria vão se manter firmes ao longo do mês inteiro”, afirma ele.

O destaque fica para as vendas de lavadoras de roupa, o produto com menor índice de presença nos lares brasileiros (em torno de 45%, contra mais de 90% de geladeiras e fogões). Nas lavadoras, o IPI era o mais caro (alíquota de 20%) e foi reduzido a 10%.

Hirschheimer enfatiza ainda os lançamentos deste ano em diferentes faixas de preço, que vêm apresentando bom desempenho, como o fogão com nutri vapor (cozinha os alimentos a vapor no forno), com preço sugerido em torno de R$ 4 mil, e as geladeiras a partir de 280 litros que custam menos de R$ 1 mil. No país, a Electrolux deu novo impulso aos lançamentos este ano: foram cerca de 100 produtos, contra 70 do ano passado.

Nos resultados da Electrolux divulgados esta semana, a América Latina foi um dos destaques do trimestre. No intervalo entre julho e setembro deste ano, frente ao mesmo período do ano anterior, o lucro operacional da região subiu 53% para 339 milhões de coroas suecas (€ 40,2 milhões). No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a alta foi de 96%, para 933 milhões de coroas suecas (€ 106,9 milhões).

A América Latina representa 19% das vendas líquidas globais, que somaram 27,2 bilhões de coroas suecas (€ 3,2 bilhões) no terceiro trimestre (alta de 5,9% sobre o terceiro trimestre de 2011). No acumulado de janeiro a setembro, as vendas líquidas da Electrolux no mundo cresceram 10,4% para 80,8 bilhões de coroas suecas (€ 9,3 bilhões).

As vendas da América Latina no terceiro trimestre incluem a chilena CTI, que foi adquirida pela Electrolux em agosto do ano passado. Mas, segundo relatório de resultados da empresa, as compras da CTI e do Olympic Group, no Egito, geraram impacto de apenas 5,1% nas vendas líquidas no período.

“O Brasil cresceu mais do que a média da América Latina e nós crescemos acima do mercado, o que aumentou o “market share” da Electrolux no país”, diz Hirschheimer, sem revelar dados locais. De acordo com o executivo, além do IPI, contribuiu para o resultado um forte programa de controle e redução de custos aplicado pela multinacional sueca.

“Adotamos a padronização de componentes, como agitador e placas eletrônicas, por exemplo, em máquinas de lavar; diminuímos o peso das peças por meio de um novo design, sem diminuir a sua resistência; e procuramos eliminar coisas desnecessárias na composição dos produtos”, afirma. “Até um parafuso de R$ 1 faz diferença no custo, considerando a nossa larga escala de produção”, diz Hirschheimer.

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