Economia

Emprego apresenta reação positiva em agosto, aponta Caged


O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apresentou os números da geração de emprego em agosto. E o nível apresenta reação. São Carlos fechou o mês passado com um saldo de 334 postos. Foram 2.255 contratações e 1.921 demissões. A indústria se destacou no mês passado com a contratação de 459 trabalhadores e a demissão de 295 – um saldo de 156 empregos.

Contudo, no acumulado do ano, a indústria demonstra que sente os efeitos da crise econômica que permeou a economia brasileira. O saldo fechou negativo em 153 postos, com 2.977 contratações e 3.130 demissões.

O setor de serviços também mostrou sinais de retomada econômica, com um saldo positivo de 156 empregos. Foram 993 contratações e 837 demissões. No acumulado do ano, o segmento apresenta números expressivos (saldo de 399 postos, com 7530 contratações ante 7131 demissões)

O comércio aparece em seguinte com um saldo de 88 vagas. Foram 624 contratações ante 536 demissões. No acumulado, porém, o saldo está negativo em 196 empregos, com 4.809 contratações e 5.005 demissões. Por sua vez, a construção civil contratou, em agosto, 86 trabalhadores e demitiu 147 – saldo negativo de 61 postos. O setor agropecuário fechou com saldo negativo de 29 postos – 66 contratações e 95 demissões. O secretário de Trabalho, Emprego e Renda, Walcinyr Bragatto, comentou os números. “Estamos apresentando números de recuperação do emprego em São Carlos. O setor de serviços puxa, novamente, o índice de empregos. Empresas estão se desenvolvendo e crescendo. A indústria de transformação também apresenta sinais de recuperação, o que é importante, pois São Carlos tem uma indústria forte. O comércio está estabilizado, mas a partir de agosto notamos contratações significativas. A Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda trabalha para qualificar e requalificar os trabalhadores”, observou.

No Brasil

Pelo quinto mês consecutivo, o Brasil teve um saldo positivo na geração de emprego formal. Em agosto, o número de vagas adicionais no mercado de trabalho foi 121.387, que é o saldo positivo decorrente 1.382.407 admissões e de 1.261.020 desligamentos. O resultado de agosto representa uma variação de 0,31% em relação ao mês anterior. Foi o melhor resultado para o mês de agosto desde 2013, segundo os números. No acumulado de 2019 foram criados 593.467 novos postos, com variação de 1,55% do estoque do ano anterior. No mesmo período de 2018 houve crescimento de 568.551 empregos.

Entre os principais setores da economia, quatro tiveram saldo positivo de emprego e em dois houve mais fechamento de vagas no mês encerrado em agosto. Lidera o número de empregos gerados a área de serviços (61.730 postos), seguida por comércio (23.626), indústria de transformação (19.517), construção civil (17.306), administração pública (1.391) e extrativa mineral (1.235). Apresentaram saldo negativo a agropecuária (-3.341 postos) e os serviços industriais de utilidade pública/SIUP (-77 postos).

Todas as cinco macroreegiões do país registraram saldo positivo de emprego em agosto. No Sudeste, foram criados 51.382 novos empregos, seguido por Nordeste (34.697), Sul (13.267), Centro-Oeste (11.431) e Norte (10.610).

O salário médio de admissão em agosto de 2019 foi de R$ 1.619,45 e o salário médio de desligamento, de R$1.769,59. Em termos reais (mediante deflacionamento pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC) houve aumento de 0,44% no salário de admissão e 0,09% no salário de desligamento em comparação ao mês anterior. Em relação ao mesmo mês do ano anterior foi registrado crescimento de 1,97% para o salário médio de admissão e de 1,02% para o salário de desligamento.

Com base nas regras da reforma trabalhista, que permite acordo de demissão entre patrões e empregados, o Caged registrou um total de 18.420 desligamentos nessa modalidade, que representa 1,5% do total envolvendo 13.351 estabelecimentos, em um universo de 12.105 empresas.

O mês de agosto também registrou 12.929 admissões e 6.356 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, em que o empregado fica à disposição do empregador, mas só recebe quando é convocado a trabalhar. Esse tipo de contratação gerou, no mês passado, um saldo de 6.573 empregos, envolvendo 3.239 estabelecimentos e 2.830 empresas contratantes. Um total de 85 empregados celebrou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente.

Foram registradas em agosto 7.804 admissões em regime de tempo parcial e 5.154 desligamentos, gerando saldo de 2.650 empregos, envolvendo 4.211 estabelecimentos e 3.583 empresas contratantes. Um total de 44 empregados celebrou mais de um contrato em regime de tempo parcial. (com Agência Brasil)

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