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Empresas inovam durante a pandemia

A pandemia pelo coronavírus fez com que as empresas implementassem alguma inovação nos processos de relacionamento com o consumidor

22 de Novembro de 2020 às 05:42 Publicado por: Redação
Empresas inovam durante a pandemia Fotos: Luis Morelli

É inegável. Ciência, tecnologia e inovação são elementos-chave para o crescimento, a competitividade e o desenvolvimento de micro e pequenas empresas. Prova disso é que um em cada quatro donos de pequenos negócios implementou alguma inovação desde o início da pandemia causada pelo coronavírus.

Segundo pesquisa do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) desenvolvida em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), os empresários que desenvolveram práticas inovadoras em seus negócios tiveram melhora do nível de faturamento. Diante disso, os empreendedores têm entendido que investir em inovação é um caminho sem volta.

O gerente do Escritório Regional de São Carlos do Sebrae, Elton Yokomizo, confirma que a pandemia acelerou os processos e tornou a inovação algo imprescindível e urgente às empresas. “A prática da inovação partiu do princípio de identificar melhorias de processos dentro da empresa e que se adaptassem ao normal da empresa frente aos seus consumidores. E aí vem a questão do resultado sendo uma das práticas o processo de transformação digital”, explica.

De acordo com o gerente Yokomizo, um exemplo de inovação é com relação as vendas porta a porta que se tornaram virtual na pandemia. Então, muitas empresas procuraram o Sebrae e parceiros, para que ajudassem nessa transformação digital ou adaptação para as vendas online. Portanto, muitos empresários buscaram inovar com cursos, capacitações e oficinas do Sebrae e buscaram também com os parceiros, soluções e ferramentas, para que pudessem estar preparados para enfrentarem esse novo normal.

A diretora geral do Instituto Inova, Bruna Boa Sorte, disse que inovar é compartilhar as ideias na empresa para que gerem mudanças e que acrescente valor nesta implementação. “Com a pandemia da Covid-19, muitas pessoas altamente capacitadas passaram a procurar o Instituto Inova com o intuito de buscar apoio para empreender. Portanto, eles procuram a solução conosco e aí buscamos dentro da Universidade aquilo que pode ser a pode ser apresentado para empresa em um trabalho conjunto. A palavra de ordem é o trabalho compartilhado. Eu acredito que a pandemia também trouxe esse olhar, que isso já estava sendo discutido há algum tempo, é o momento do compartilhamento. Além disso, inovação é apresentar resultados para a sociedade, ou seja, inovar é ação, gerar valor por meio de uma ação. Por exemplo, como a empresa quer vender um produto para o consumidor”, explica.

Bruna acredita que a transformação dos processos nas empresas é também uma transformação cultural. “Essa transformação que está acontecendo nas empresas é também uma transformação cultural, e não acredito que com a vacina, isso tudo vai mudar, porque acho que é uma nova cultura que está sendo colocada e que está sendo aprendida. No ponto de vista do mercado, a inovação implica num olhar daquilo que já não está dando mais certo, por isso, as empresas estão descontruindo as coisas que não estão dando certo ou que não estava funcionando, para construir novos processos”, ressalta.

Já Leandro Palmieri, empreendedor e Co-fundador do Onovolab, afirma que nos últimos seis meses a pandemia acelerou os processos e as pessoas tiveram que mudar o comportamento no uso da tecnologia. “O que aconteceu nos últimos 6 meses é que a pandemia acelerou os processos, muito mais na visão dos usuários, de adotar a tecnologia como meio de comunicação. de comprar, de consumir, de transacionar, de fazer coisas que não eram feitas. Por uma questão de comportamento, eu acho o que que aconteceu nos últimos meses não foi uma mudança de transformação digital, isso já está acontecendo, mas de comportamento das pessoas e das empresas em relação a tecnologia e ao uso da tecnologia”, acredita.

Palmieri dá um exemplo de inovação nas empresas, com o uso da tecnologia e da mudança de comportamento na pandemia do coronavírus. “Temos o caso de uma empresa que nasceu no meio da pandemia, e aproveitando desse novo normal, onde as pessoas não podiam sair para fazer compras em um determinado momento da crise sanitária, principalmente no pico da doença. Portanto, aproveitando desse novo comportamento do consumidor que não podia ir à rua, tinha que fazer as compras de forma mais segura, sem aglomeração, utilizando a tecnologia, então o empreendedor criou lojas autônomas nos condomínios”, explica.

Segundo Palmieri, as empresas têm buscado implantar os braços de inovação fora de São Paulo, isto é, criar inovação fora de casa. Assim, as empresas não ficam amarradas nos seus processos e nos processos burocráticos, não querem estar amarrados no dia a dia da empresa, para que possam criar livremente novos produtos, novos processos, novos serviços.

Por isso, que nos últimos meses o Onovolab tem sido procurado por várias empresas, explica o co-fundador Palmieri. “Nesses últimos meses o Onovolab tem recebido a instalação do setor de inovação de novas empresas, vindas principalmente de São Paulo, como por exemplo: Santander que trouxe o seu braço de desenvolvimento tecnológico e de inovação e o último que chegou foi o Magalu, laboratório de tecnologia e inovação do Magazine Luiza”, ressalta.

De acordo com ele, as empresas estão buscando a inovação com a criação desses braços de tecnologia e inovação para melhorar os processos de relacionamento, de vendas, de compras, de transações financeiras entre outras situações que foram criadas na crise do coronavírus, e assim otimizar e melhorar os resultados financeiros.

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