Economia

Mais de 1.600 são-carlenses ficaram desempregados em maio, aponta Caged


No acumulado do ano, já são 11.120 trabalhadores que perderam o emprego. Os dados foram divulgados ontem (29) pelo Ministério da Economia

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) levou ao fechamento de 6.700 vagas com carteira assinada em São Carlos, no 1º trimestre da doença, entre março, quando foi confirmado o primeiro caso do novo coronavírus (covid-19) no país, e maio.

Os dados são Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), foram divulgados ontem (29) pelo Ministério da Economia.

Em São Carlos, foram registrados 1.619 desligamentos e 920 admissões em maio. O saldo negativo foi de 699 postos de trabalho. Em relação a abril o número melhorou, o saldo negativo foi de 1.307 vagas formal de emprego.

No acumulado do ano, já são 11.120 são-carlenses desempregados e 9.493 pessoas entraram num novo emprego. O saldo, também negativo, foi de 1.627 vagas.

Situação das atividades econômicas

O setor que mais perdeu postos de trabalho de janeiro a maio de 2020, em São Carlos, foi o Comércio, com saldo negativo de 981 vagas de emprego formal. O setor de Serviços é o segundo com menos 521 postos de trabalho, e o setor da Indústria é o terceiro com perdas de vagas, são menos 277 postos de trabalho na cidade.

Já os setores da Construção Civil e Agropecuária apresentaram saldo positivo, 105 e 47 novos postos de trabalho, respectivamente.

Brasil

De acordo com o Novo Caged, o emprego celetista no Brasil apresentou retração em maio de 2020, registrando saldo negativo de 331.901 postos de trabalho. Esse resultado decorreu de 703.921 admissões e de 1.035.822 desligamentos. Esse foi o pior resultado para o mês da série histórica, em 2010

No acumulado do ano de 2020, foi registrado saldo negativo de 1.144.875 empregos, decorrente de 5.766.174 admissões e de 6.911.049 desligamentos, com ajustes até maio de 2020. O pior desempenho para o período da série histórica disponibilizada em 2010.

Trabalho informal atinge quase 30 milhões

No mercado de trabalho, a PNAD COVID19 semanal mostra que a taxa de informalidade subiu de 34,5% na última semana de maio para 35,6% na primeira semana de junho, com mais 692 mil pessoas nessa condição. Entre os informais estão os empregados do setor privado sem carteira; trabalhadores domésticos sem carteira; empregados que não contribuem para o INSS; trabalhadores por conta própria que não contribuem para o INSS; e trabalhadores não remunerados em ajuda a morador do domicílio ou parente.

O total de informais, que chegou a 29,9 milhões no início de maio, caiu ao longo do mês, mas voltou a subir na primeira semana de junho, somando 29,8 milhões.

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