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Mercado mantém previsões aguardando ata

23/04/2012 17h42 - Atualizado há 10 anos Publicado por: Redação
Mercado mantém previsões aguardando ata

Em compasso de espera pela divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado financeiro manteve praticamente inalteradas suas projeções para a economia brasileira, inclusive para a taxa Selic, de acordo com o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 23.

 

Na última quarta-feira, o Copom cortou a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, para 9% ao ano, e deixou aberta, segundo alguns analistas, a possibilidade de mais reduções.

Após a reunião, a curva de juros futuros dos contratos DI precificava mais uma queda de 0,50 ponto percentual na reunião de maio, com algumas apostas minoritárias em uma redução de 0,25 ponto percentual.

“Acredito que o mercado está esperando a ata, para verificar se o BC sinaliza efetivamente que fará na próxima reunião um novo corte de juros”, disse a economista-chefe da Icap, Inês Filipa. A ata do Copom será divulgada na próxima quinta-feira.

De acordo com o Focus, os analistas do mercado reafirmaram a previsão de que a Selic será mantida em 9 por cento ao ano na próxima reunião do Copom, em maio, e que será mantida nesse nível até o final do ano. A previsão para o final de 2013 foi mantida em 10 por cento. Essas previsões aparecem tanto na mediana das expectativas como nas projeções do Top 5 -grupo das instituições que mais acertam as previsões no Focus.

A avaliação do mercado é a de que o Banco Central deixou a porta aberta para a possibilidade de continuar reduzindo a taxa básica.

O banco Bradesco prevê que haverá outro corte de 0,50 ponto percentual em maio, de acordo com nota divulgada nesta segunda-feira, 23, e assinada pelo Diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos, Octavio de Barros. “Acreditamos que embora não estejam descartadas as chances de manutenção na próxima reunião, em maio, o cenário mais provável é que o Copom reduza novamente a taxa de juros”, disse a nota.

Uma das principais preocupações diante do cenário incerto sobre o futuro da Selic envolve a caderneta de poupança, que pode eventualmente impedir novos cortes na taxa, a não ser que o governo mude a remuneração da aplicação.

O rendimento da poupança é fixado em 0,50 por cento ao mês, mais a variação da Taxa Referencial, mas o aplicador é isento de Imposto de Renda. A queda da Selic pode provocar uma migração dos investidores das aplicações em renda fixa, que são remuneradas pela taxa básica, para a poupança, o que causaria distorções no mercado.

A redução da Selic está em linha com a estratégia do governo de estimular mais a economia e garantir o crescimento do PIB neste ano na casa dos 4%. Com o barateamento dos custos dos empréstimos via Selic, o consumo é estimulado e, consequentemente, a atividade.

 

PIB E INFLAÇÃO

As únicas alterações nas estimativas do mercado trazidas pelo relatório, foram feitas em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o relatório, os analistas projetam expansão de 3,21% no PIB em 2012, ante 3,20% na semana passada. Já para2013 aestimativa foi reduzida, para 4,25%, de 4,30%.

Na opinião do economista da Tendências Silvio Campos Neto, essa é uma oscilação normal que já vinha acontecendo nas últimas semanas, e não representa uma mudança de visão em relação à atividade.

“Os analistas deram uma pausa nessa semana para analisar melhor suas expectativas. Em relação à Selic, é a ata do Copom que vai determinar mais claramente o cenário”, disse ele.

As estimativas do Focus para a inflação apontam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano em 5,08 por cento, inalteradas em relação ao relatório da semana passada. Para2013, aexpectativa é de que o IPCA feche o ano em 5,50 por cento, também sem alterações em relação à semana passada.

Para o IPCA em 12 meses, as projeções também não mudaram, permanecendo em uma alta de 5,47%.

A meta oficial de inflação é de 4,5% no ano, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Em março, o IPCA subiu menos do que o esperado, com alta de 0,21% no mês e 5,24% no acumulado em 12 meses, ante 5,85% nos 12 meses até fevereiro.

Pesquisa realizada pela Reuters aponta que o IPCA em 12 meses deve subir 5,3% no final de 2012 e 5,6% em 2013, acima do centro da meta do governo, de acordo com previsões de 35 analistas consultados.

A pesquisa da Reuters mostra ainda que a indicação dos analistas para o PIB é de crescimento de 3,2% em 2012 e de 4,3% em 2013.

A taxa de câmbio prevista no relatório Focus para o fim de 2012 é de 1,80 real por dólar, a mesma do relatório da semana passada. Na sexta-feira, o dólar fechou a 1,8695 real.

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