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O consumo das classes C, D e E crescerá 8% ao ano

23/11/2011 18h46 - Atualizado há 10 anos Publicado por: Redação
O consumo das classes C, D e E crescerá 8% ao ano

A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio) deu uma espécie de aval de que o Brasil é quase um país da classe média, através do estudo “Consumo das famílias até2020”.

O estudo mostra que o consumo de produtos e serviços nas classes C, D e E deve crescer o dobro do esperado para as classes A e B. A expectativa é de que, nas classes A e B, com renda superior a dez salários mínimos, o crescimento até 2013 se mantenha em, no máximo, 4%. Enquanto isso, nas classes C, D e E, o consumo deverá crescer 8% ao ano. Até 2013, projeta o estudo, o consumo das famílias brasileiras poderá alcançar R$ 2,42 trilhões, chegando a R$ 3,29 trilhões em 2020.

O economista da Fecomercio Fábio Pina acredita que, proporcionalmente, as classes C, D e E representarão 32,5% do consumo, quando hoje, respondem por 27% do consumo. A classe A atualmente representa 17,1% do consumo e esse índice deve permanecer no mesmo patamar, mesmo com a atual crise econômica.

Pina diz que as classes C, D e E estão buscando a sofisticação de seu consumo e, para entender esse fenômeno, é preciso relativizar o conceito de sofisticado para esse grupo.”Claro que sofisticar o consumo de quem já tem uma renda de R$ 15 mil é diferente daquele que tem uma renda familiar de R$ 1.500. Mas ele vai sofisticar seu consumo, vai aumentar o número de itens e, provavelmente, aqueles itens que ele já consumia, vai sofisticar de uma forma ou de outra”.

            No caso da classe C, que possui 19 milhões de famílias, esse consumo se sofistica cada vez mais. Neste segmento da população, 89% possuem celular, 63% telefone fixo, 52% computador e 34% banda larga. Além disso, a expansão do comércio varejista ficará entre 4% e 5% em 2010 e será puxada principalmente pelas compras da classe C, que representa 49% do consumo, com renda familiar entre R$ 2.550 e R$ 5.100. Este público será responsável por cerca de 60% do crescimento esperado, segundo pesquisa da empresa Nielsen.

 

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