Para Mantega, dólar a R$ 1,76 é melhor

7 de março de 2012


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira, 7, que o dólar no patamar a 1,76 real melhora a situação da economia brasileira, inclusive a indústria, mas ainda não é o ideal sem, no entanto, informar qual seria ele. Mantega disse ainda que o governo possui mais margem fiscal para adotar eventuais novos estímulos econômicos.

“O Brasil demonstra solidez fiscal que conseguiu realizar um primário de cerca de 3 por cento do PIB (Produto Interno Bruto). Isso nos permite ter mais condições para o enfrentamento de novos desafios e temos mais margens fiscais para eventuais estímulos para garantir um crescimento maior”, disse Mantega durante evento sobre o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC2).

Ao citar o fechamento do câmbio de ontem, com o dólar na casa de 1,76 real, Mantega argumentou que ele melhora a competitividade das exportações, “mas não é uma situação ideal.”

“Não sei qual é a situação ideal”, acrescentou ele, citando ainda que o câmbio mais valorizado é melhor para a competitividade da indústria.

Mantega afirmou que impedirá ações especulativas denominadas “carry trade”, quando um investidor pega emprestado dinheiro no exterior a uma taxa mais baixa e reaplica no Brasil, onde os juros são mais alto.

“Não permitiremos a possibilidade de especulação do chamado ‘carry trade’, que é quando ele (investidor) aplica a uma taxa maior aqui no Brasil e perturba a estabilidade do Brasil. O governo está atento e tomará todas as medidas para que isso não aconteça”, afirmou.

O ministro voltou a sustentar que 2012 será um ano difícil, com crescimento econômico mundial abaixo do ano passado, mas que o governo tomará ações para estimular a industria e o crescimento econômico.

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