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Preços ao produtor aceleram a 0,53% em agosto

28/09/2012 16h40 - Atualizado há 8 anos Publicado por: Redação
Preços ao produtor aceleram a 0,53% em agosto

O índice de preços ao produtor acelerou em agosto ao subir 0,53 por cento, após alta de 0,50 por cento em julho, impulsionado por alimentos e vestuário, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 28. O dado de julho foi revisado, depois de mostrar anteriormente avanço de 0,54 por cento.

 

“Os alimentos continuam a ter a maior influência, mas chama a atenção a metalurgia”, explicou o gerente de índice, Alexandre Pessôa Brandão, lembrando que os preços nesta categoria passaram de uma retração de 1,20 por cento em julho para ganho de 0,82 por cento agora, influenciados pelos lingotes de aço.

Dezesseis das 23 atividades pesquisadas apresentaram alta de preços na comparação com o mês anterior, segundo o IBGE.

As maiores variações positivas ocorreram em produtos das atividades industriais de alimentos (2,04 por cento), confecção de artigos do vestuário e acessórios (1,87 por cento) e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (1,19 por cento).

“O arroz nunca tinha aparecido influenciado o índice, mas agora apareceu por causa da seca no Rio Grande do Sul. A influência da soja, por causa do desequilíbrio no mercado internacional mundial, continuou”, acrescentou Brandão.

Já as maiores variações negativas foram registradas em fabricação de outros produtos químicos (-1,50 por cento), fabricação de produtos termoquímicos e farmacêuticos (-1,10 por cento) e produtos de fumo (-1,09 por cento)

Por sua vez, as principais influências sobre o indicador em agosto na comparação com julho vieram de alimentos (0,41 ponto percentual), outros produtos químicos (-0,16 ponto), refino de petróleo e produtos de álcool (0,08 ponto) e metalurgia (0,06 ponto).

 

No acumulado em 12 meses, os preços apresentaram alta de 7,53 por cento no mês passado, o maior nível para meses de agosto desde o início da série histórica, em dezembro de 2009.

“O mais importante é destacar aí que, de janeiro a agosto do ano passado, o acumulado estava em 0,75 por cento, basicamente por causa da crise mundial, que afetava as negociações”, comparou Brandão.

Na comparação com o mesmo mês de 2011, as maiores variações positivas de preços ocorreram em fumo (27,38 por cento), alimentos (17,82 por cento), outros equipamentos de transporte (17,28 por cento) e bebidas (14,42 por cento).

Segundo o técnico do IBGE, a grande desvalorização do real ocorrida neste ano acabou impactando no indicador, principalmente em setores voltados para exportação, como fumo, celulose e os próprios alimentos.

As principais influências na comparação de agosto com o mesmo mês do ano anterior vieram de alimentos (3,32 ponto), outros produtos químicos (0,59 ponto) e refino de petróleo e produtos de álcool (0,55 ponto).

O índice mede os preços “na porta das fábricas” e não inclui os custos com frete e impostos que influenciam os preços ao consumidor.

Na quinta-feira, foi divulgado que o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou para uma alta de 0,97 por cento em setembro, ante elevação de 1,43 por cento em agosto, com destaque para a desaceleração nos preços dos produtos agropecuários no atacado.

Indicadores recentes de inflação vêm mostrando que a alta dos preços agrícolas no atacado vem sendo repassada para o varejo, chegando à conta do consumidor.

Em seu Relatório Trimestral de Inflação, o Banco Central estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará em 5,2 por cento neste ano pelo cenário de referência, ante previsão anterior de 4,7 por cento.

O mercado, por sua vez, vê a inflação oficial neste ano a 5,35 por cento, longe do centro da meta do governo, de 4,5 por cento pelo IPCA.

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