Economia

Servidores municipais injetam R$ 180 milhões na economia de São Carlos

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Os 4.694 servidores municipais da administração direta de São Carlos injetam R$180 milhões anuais na economia do município. Maior empregadora da cidade, a Prefeitura Municipal de São Carlos emprega 2.093 pessoas na Pasta da Educação, 1.439 na Saúde e 215 na área de segurança. Os servidores são regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)

 A Secretaria Municipal de Administração, Helena Antunes, ressalta que os servidores, que comemoram seu dia nesta segunda-feira, 28 de outubro, são fundamentais para o cotidiano do cidadão, seja nos reparos da via pública, seja no atendimento da demanda social, como abrigando as crianças em escolas ou oferecendo tratamento de saúde para os são-carlenses. “Cabe aos servidores cumprir com as obrigações perante à sociedade, prestando os serviços necessários”, explica.

Helena destaca que o governo municipal atua sempre para capacitar e requalificar os servidores municipais. Além disso, a administração Airton Garcia vem realizando cerca de dois concursos por ano.  Durante estes processos seletivos, os cargos mais procurados são o de assistente administrativo e professor I. A cada processo cerca de 5.000 pessoas concorrem à cada vaga.

A Constituição Federal em 1988 estabeleceu a obrigatoriedade do concurso público para a contratação de servidores e também que os cargos em comissão devem ser restritos às áreas de chefias, direção e assessoramento.

A secretária de Administração enxerga pontos positivos e negativos na estabilidade do emprego. “Por um lado, a estabilidade gera segurança no governo, pois temos eleições a cada quatro anos e poderíamos ficar à mercê de mudança de pessoas. Por outro lado, a estabilidade gera acomodação e existe uma enorme dificuldade em se demitir um servidor. Eu considero que deveria estar bem caracterizada os empregos de Estado, como professores, agentes de segurança, são atividades fim e precisam de estabilidade. Outros setores, como a limpeza, por exemplo, podem ser terceirizados, pois são atividades meio”, explica ele.

CONQUISTAS

Implantada em 1 de janeiro de 20019, a lei buscou valorizar o servidor público municipal, abrigando em vários cargos em comissão os funcionários de carreira.  Ela cita um dos benefícios desta mudança. “Quando muda a gestão, o servidor continua na gestão municipal. O externo, quando vem, trabalha por um período, mas não permanece na Prefeitura. Este foco foi muito importante. Temos vários líderes de equipe e chefes de seção que são de carreira”.

PLANO DE CARREIRA – Outro antigo sonho do funcionalismo público municipal deve ser implantado pela gestão atual. Helena garante que tudo está sendo feito para a implantação do Plano de Carreira, que será o primeiro da história de São Carlos.

SINDICATO – Para defender seus interesses, os servidores municipais de São Carlos contam com o  Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos Municipais de São Carlos (SINDSPAM). Atuante, o sindicato vem conquistando vários benefícios para os trabalhadores. O último dele foi a parceria com  e o grupo São Francisco Saúde que possibilita aos funcionários a adesão a um plano de saúde que cabe no seu bolso.

Quem ainda não aderiu terá, até 14 de novembro, uma nova chance em adquirir o plano de saúde sem taxas de adesão ou internação, isenção total das carências, atendimento nacional para urgências e emergências além de descontos e benefícios exclusivos em diversas empresas parceiras. Tudo isso por apenas R$ 95,00 para dependentes de 0 a 18 anos e R$ 145,00 para associados e dependentes acima de 19 anos.

HISTÓRIA – A contratação dos primeiros contadores, auxiliares administrativos e outros burocratas ocorreu em 1865, oito anos após a Freguesia de São Carlos do Pinhal se transformar em Vila, ganhar autonomia de Araraquara e passar a abrigar uma Câmara Municipal. No Século XIX, a organização administrativa era diferente. O presidente da Câmara Municipal era o intendente do lugar, ou seja, o prefeito, fazendo as vezes de legislador e executivo municipal. Para os serviços braçais, como manutenção de estradas rurais, eram utilizados os poucos presidiários ou então os funcionários das fazendas de café.

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