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Relacionamentos funcionam como eletroímãs. Faltou dessa aula? Então vem comigo pra entender

Se houver energia, há magnetismo, caso contrário, nada acontece

17/09/2021 10h30 - Atualizado há 1 mês Publicado por: Redação
Relacionamentos funcionam como eletroímãs. Faltou dessa aula? Então vem comigo pra entender Foto: Reprodução

Se as ciências exatas não fazem parte da sua rotina, provavelmente não vai recordar o que é um eletroímã. Mas eu te explico, porque vai te fazer compreender um pouco melhor as suas relações cotidianas.

Bem, antes de tudo, um imã nada mais é do que um material com propriedades magnéticas, capaz de atrair outros objetos, como o ferro, por exemplo. Só lembrar dos imãs de geladeira que muita gente tem em casa.

Um eletroímã, por sua vez, faz “a mesma coisa” – os físicos que me perdoem pela simplificação –, só que ele só “funciona”, só magnetiza, quando há uma corrente elétrica passando por ele.

Se houver energia, há magnetismo, caso contrário, nada acontece.

E o que isso tem a ver com relacionamentos?

Há mais de 100 anos, Freud falava de uma tal libido, uma energia psíquica que estaria relacionada a todos os processos mentais e que, idealmente, circula, ora está investida no ambiente externo, ora no próprio sujeito, no interior.

Imagine por exemplo que você estivesse se preparando para o ENEM. Boa parte da sua energia está voltada para as aulas do cursinho, ou seja, para fora. Se você tivesse perdido um ente querido, por outro lado, se recolheria por um tempo para viver seu luto, de forma que a libido estaria, então, “voltada” para dentro, para o processo de assimilação daquilo que ocorreu.

Deu pra entender mais ou menos?

Pois bem, de forma parecida os relacionamentos se constroem às custas de um bom investimento. Não financeiro – apesar de um bom jantar abrir muitas portas (rs) – mas de energia. A vida real não é como nos filmes e romances, onde parece haver um magnetismo “natural” entre algumas pessoas, ou coisas como “almas gêmeas” e outras besteiras do tipo.

Para que um relacionamento possa existir, é preciso disposição de ambas as partes de fazê-lo perdurar. Energia aplicada nas coisas mais simples, como as tarefas domésticas que repartem, até aquelas mais cabeludas, como na gestão das finanças e dos conflitos aos quais todos estão sujeitos. E, vale lembrar, amizades não são diferentes.

Hoje, muito se fala sobre a cultura do descarte, de pessoas que substituem e são substituídas por outras como se fossem peças de roupa ou coisa assim. Os relacionamentos são frágeis e se desfazem diante de qualquer mínimo desapontamento, gerando vínculos mais superficiais e solidão para muita gente.

Todo o mundo sofre com isso? Não, não necessariamente.

Mas como é pra você?

Recordo: as relações são como eletroímãs – os dois lados (ou três, ou quatro…) precisam aplicar um tanto da sua energia pra que exista, sobretudo para superar os solavancos que a vida provoca. Se enfraquece, os laços vão afrouxando, afrouxando… até não reste mais nada.

Elói B. Doltrário

Psicólogo Clínico

CRP 06/158865

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