Esporte

Mesmo com coronavírus, organizadores garantem as Olimpíadas


Durante a reunião com os membros do COI, a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, prometeu aplicar “medidas rigorosas”
Depois de criticar os “rumores irresponsáveis”, o presidente do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Yoshimo Mori, voltou a repetir nesta última quinta-feira (13) que não considera “adiar ou cancelar os Jogos” em razão da epidemia do novo coronavírus.
Faltando apenas 162 dias para a cerimônia de abertura, as perguntas sobre um eventual adiamento dos Jogos Olímpicos em caso de propagação do vírus por toda a Ásia estão aumentando.
“Gostaríamos de coordenar com o governo nacional e agir com calma”, disse Mori durante uma reunião com autoridades do Comitê Olímpico Internacional (COI).
A epidemia de pneumonia viral, oficialmente chamada COVID-19, já forçou o adiamento de uma série de eventos esportivos na China, incluindo competições de qualificação olímpica.
A lista não para de crescer. Na quarta-feira, o Grande Prêmio de Fórmula 1 de Xangai foi adiado e pode ser cancelado. Outros eventos esportivos programados na Ásia também podem ser adiados se a epidemia se expandir.
Nesta última quinta-feira (13), uma cidade de 10 mil habitantes perto de Hanói, no Vietnã, foi colocada em quarentena. Durante a reunião com os membros do COI, a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, prometeu aplicar “medidas rigorosas” para proteger a população contra o COVID-19 à medida que os Jogos Olímpicos se aproximam.
Nenhuma pessoa morreu no Japão, mas há 28 casos confirmados em território japonês, quatro deles em estado grave no hospital. Outras 218 pessoas estão infectadas em um cruzeiro colocado em quarentena na costa do Japão.
O prefeito da vila olímpica, Saburo Kawabuchi, disse na reunião que espera um aumento da umidade do ar para limitar a doença. “Temos a estação das chuvas que pode derrotar o vírus”, disse ele.
Nesta última quinta-feira (13), a província chinesa de Hubei, onde o vírus apareceu, anunciou outras 242 mortes e cerca de 15.000 novas infecções. Pelo menos 1.355 pessoas morreram na China, onde cerca de 60.000 pessoas foram infectadas com o COVID-19, um número que cresceu após a implementação na quarta-feira (12) de um novo método de detecção.

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