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Atirador belga matou faxineira antes do ataque em Liège

14/12/2011 17h38 - Atualizado há 9 anos Publicado por: Redação
Atirador belga matou faxineira antes do ataque em Liège

LIÈGE, Bélgica (Reuters) – Investigadores belgas encontraram uma suposta primeira vítima do atirador que atacou pessoas que faziam compras de Natal e crianças na cidade de Liège, e expressaram perplexidade na quarta-feira para entender como alguém com um histórico de pequenos crimes se transformou em um assassino em série. O corpo de uma faxineira foi encontrado em um depósito usado pelo atirador Nordine Amrani, de 33 anos. Ela foi morta antes de ele se dirigir, na terça-feira, para uma praça no centro de Liège, onde atacou pessoas perto de uma estação de ônibus com um fuzil e granadas. A violência terminou com um total de cinco mortos, incluindo dois adolescentes e uma criança, assim como o atirador, que se matou com um tiro na cabeça, disse uma promotora. O total de mortos continua o mesmo apesar da descoberta do corpo no depósito na noite de terça-feira, já que outra mulher de 75 anos que fora declarada morta estava na verdade na unidade de terapia intensiva do hospital. Amrani já havia sido preso por posse de armas e crimes relacionados a drogas. Ele também feriu 121 pessoas, disse a promotora Daniele Reynders. Cinco dos feridos continuam em tratamento intensivo, enquanto outras 40 pessoas estão em estado de choque. A mulher encontrada no depósito era uma faxineira com mais de 40 anos, embora não esteja claro se ela estava trabalhando para o atirador, disse Daniele durante uma coletiva de imprensa. UMA VIDA PROBLEMÁTICA Investigadores ainda tentavam estabelecer um motivo para o pior ataque na Bélgica em quase 25 anos. Outro promotor, Cedric Visart de Bocarmé, disse que Amrani, nascido em Bruxelas, teve uma vida complicada, mas que isso não explicava os assassinatos.”A maior preocupação que temos é como foi possível que alguém que aparentava ser sensato e normal fizesse algo assim”, disse ele à rádio La Première. No entanto, acrescentou: “Esse era um delinquente, alguém que teve dificuldades em toda a sua vida.” O advogado de Amrani disse à televisão belga que a polícia na cidade de Liège, no leste do país, havia convocado seu cliente na terça-feira por um delito sexual, o que o deixou nervoso. Amrani não compareceu à convocação. O assassino foi condenado em 2008 por cultivar 2.800 pés de maconha em um armazém e Visart de Bocarmé disse que Amrani usava o local onde a faxineira morreu para o mesmo propósito. Investigadores repetiram diversas vezes que o motivo não foi terrorismo. “Eu excluo completamente que qualquer elemento de nossa investigação aponte que o ato cometido ontem seja de natureza terrorista”, disse Daniele. Ela acrescentou que especialistas em balística e médicos que examinaram o corpo de Amrani determinaram que ele havia cometido suicídio e que não foi morto por uma de suas granadas, como se chegou a pensar. “O que o matou foi uma bala que ele atirou contra a cabeça”, disse ela. A praça Saint Lambert, local do ataque, parecia ter voltado ao normal nesta quarta-feira e a feira de Natal, a maior da Bélgica, devia reabrir. Pessoas que passavam pelo local expressavam choque, tristeza e medo. “É traumático”, disse a estudante Robin Hames, cuja irmã estava na mesma classe do garoto de 17 anos que morreu. “Você o encontra na escola e ele nunca mais volta. Ele não fez nada. Era dia de prova e ele nunca voltou para casa.”

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