Internacionais

Chefe da ONU diz ter “relatos horripilantes”


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta sexta-feira, 2, que recebeu “relatos horripilantes” sobre execuções, torturas e prisões arbitrárias por parte das forças do governo sírio em Homs após a fuga dos rebeldes da cidade.

O bairro de Baba Amro, em Homs, se tornou um símbolo da resistência ao presidente Bashar al Assad, depois de passar mais de três semanas sob cerco militar, com um saldo de centenas de mortos. A chancelaria síria disse que na quinta-feira as forças do governo “limparam Baba Amro dos grupos armados de terroristas patrocinados pelo exterior”.

Ativistas dizem que as tropas sírias estão perseguindo e matando insurgentes que permaneceram no bairro para dar cobertura ao recuo dos seus colegas.

“Uma grande agressão a Homs ocorreu ontem”, disse Ban aos 193 países da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. “As perdas civis foram claramente pesadas. Continuamos recebendo relatos horripilantes de execuções sumárias, detenções arbitrárias e torturas.”

O embaixador sírio na ONU, Bashar Ja’afari, disse que Ban adotou uma “retórica extremamente virulenta, que se limita a difamar um governo com base em relatos, opiniões e rumores”. Ele acrescentou que “o secretário-geral não está devidamente informado”.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse que um comboio humanitário chegou ao limite do bairro de Baba Amro, mas não pôde entrar. “É inaceitável que pessoas necessitadas há semanas de ajuda emergencial ainda não tenham recebido ajuda”, disse em nota o presidente da entidade, Jakob Kellenberger. “Vamos permanecer em Homs nesta noite na esperança de entrar em Baba Amro no futuro próximo.”

Ban pediu a Damasco que autorize imediatamente o acesso de agentes humanitários, e qualificou de atrozes as imagens de violência que chegam da Síria.

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