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China não quer corrida armamentista, mas vai melhorar poderio nuclear

País asiático não quer uma corrida armamentista, mas vai melhorar seu poderio nuclear para se contrapor ao que ele chamou de "chantagens"

18/10/2021 20h38 - Atualizado há 1 mês Publicado por: Redação
China não quer corrida armamentista, mas vai melhorar poderio nuclear Foto: Reprodução

O editor-chefe do Global Times, jornal da China controlado pelo Partido Comunista Chinês(PCC), Hu Xijin, disse neste último domingo (17) que o país asiático não quer uma corrida armamentista, mas vai melhorar seu poderio nuclear para se contrapor ao que ele chamou de “chantagens” dos Estados Unidos.

O comentário do jornalista vem após o Financial Times informar que Pequim testou um míssil hipersônico com capacidade nuclear em agosto. De acordo com cinco fontes ouvidas pelo jornal britânico, o foguete voou através do espaço antes de acelerar em direção ao seu alvo. As fontes disseram também que a demonstração de capacidade espacial da China surpreendeu órgãos de inteligência americanos.

“A China não tem intenção de se envolver em uma corrida armamentista nuclear”, escreveu Hu Xijin em uma publicação no Twitter. “Mas certamente melhorará a qualidade de sua dissuasão nuclear para garantir que os EUA abandonem a ideia de chantagem nuclear contra a China ou de usar forças nucleares para preencher uma lacuna, já que as forças convencionais dos EUA não podem esmagar a China.”

A declaração do chefe do Global Times também ocorre em um momento no qual as tensões entre Washington e Pequim têm aumentado.

No começo do mês, a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, prometeu defender a ilha da crescente pressão militar de Pequim, que considera Taiwan como seu território. O arquipélago, que fica a 180 quilômetros da costa da China, tem o apoio dos EUA. O governo americano defende com frequência a independência da nação insular.

Também recentemente, a representante comercial do governo Joe Biden, Katherine Tai, disse não saber se poderia confiar na China com relação ao cumprimento da fase 1 do acordo comercial entre os dois países que foi fechado em janeiro de 2020, ainda durante o governo de Donald Trump.

“Por muito tempo, a falta de adesão da China às normas de comércio global minou a prosperidade dos americanos e de outros ao redor do mundo”, escreveu Tai em uma nota divulgada no dia quatro de outubro. Cinco dias depois, ela conversou por telefone com o principal negociador comercial do governo chinês, Liu He, para discutir o pacto comercial.

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