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FBI abre 160 casos relativos à invasão do Capitólio

Órgão recebe mais de mil pistas; foi aberto um procedimento específico para ameaças à imprensa, que foi um alvo constante

13/01/2021 08h14 - Atualizado há 5 dias Publicado por: Redação
FBI abre 160 casos relativos à invasão do Capitólio Foto: Divulgação

O FBI abriu mais de 160 casos relativos à invasão do Capitólio na última semana, e recebeu pelo menos mil pistas relativas aos participantes, afirmou o líder do escritório de Washington, Steven D’Antuono. Em coletiva de imprensa, o investigador afirmou que os participantes dos distúrbios “serão presos”.

Segundo D’Antuono, indivíduos nas semanas anteriores foram monitorados expressando a intenção de causar problemas na capital, e as informações que o FBI detinha foram compartilhadas com polícia do Capitólio e parceiros. No entanto, não havia elementos específicos que permitissem a abertura de uma investigação.

Representando o Departamento de Justiça, o procurador do distrito de Columbia Michael Sherwin afirmou que há legislação no país para punir bombas em diretórios de partidos além de terrorismo, após ser questionado sobre o enquadramento dos explosivos encontrados nas representações de democratas e republicanos.

Segundo Sherwin, havia elementos que demonstravam a intenção de detonação, mas a legislação federal permite uma punição além do enquadramento como terrorismo doméstico. O procurador afirmou ainda que foi aberto um procedimento específico para ameaças à imprensa, que foi um alvo constante.

TRUMP – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 12, não temer que a 25ª Emenda da Constituição possa ser usada para afastá-lo do poder. Nos dias finais de seu mandato, ele comentou que essa emenda “voltará para assombrar Joe Biden e o governo Biden”.

A declaração foi dada durante parada do atual presidente em Alamo, no Texas, onde visitou um trecho do muro na fronteira com o México.

A 25ª Emenda da Carta americana pode ser invocada pelo vice-presidente, com o apoio da maior parte do gabinete, para afastar o presidente, caso este seja considerado incapaz de seguir no posto.

O expediente tem sido mencionado nos EUA, após Trump ser acusado pela oposição de incitar os protestos na semana passada que culminaram na invasão do Capitólio. Mais cedo, ele disse que nunca teve a intenção de incitar a violência.

Trump tem sido também alvo de uma tentativa de impeachment dos democratas na Câmara dos Representantes. Ele deixa o poder no dia 20, quando Biden assume, mas um impeachment pode impedi-lo de ocupar de novo cargos públicos.

Em sua fala desta tarde, ele tentou soar mais conciliador em alguns momentos. “O momento agora é de nosso país se curar e de paz, calma e respeito pelas forças de segurança”, argumentou. “Acreditamos no império da lei, não da violência.

O presidente defendeu a estratégia de reforçar a barreira na fronteira com México, dizendo que isso reduziu muito a criminalidade nas áreas em que o muro foi erguido.

No evento desta terça, Trump celebrava o fato de que seu governo havia construído 450 milhas (720 quilômetros) de muro. O presidente acusou o próximo governo de ter a intenção de derrubar a estrutura. “Os democratas querem retirar o muro da fronteira, espero que não façam isso”, comentou.

Trump ainda criticou o que considera “um ataque como nunca antes” à liberdade de expressão. Após a invasão ao Capitólio por seus partidários, o atual presidente acabou banido de algumas redes sociais, como Twitter e Facebook.

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