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Trump visita Califórnia em meia a incêndios

Já Joe Biden, planeja um discurso sobre o tema no Delaware, colocando a mudança climática na linha de frente

15 de Setembro de 2020 às 12:07 Publicado por: Redação
Trump visita Califórnia em meia a incêndios Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitou a Califórnia nesta última segunda-feira (14) para uma reunião com bombeiros e funcionários que tentam controlar os incêndios florestais no Estado.

Trump, republicano que tirou os EUA do acordo de Paris contra o aquecimento global por tê-lo considerado caro demais, expressou a opinião de que o manejo inadequado das florestas tem parte da culpa pelos incêndios que assolam a Costa Oeste.

O presidente foi se encontrar com funcionários locais e federais durante uma viagem ao Parque McClellan, uma antiga base aérea nos arredores da cidade de Sacramento, disse o porta-voz da Casa Branca Judd Deere. O parque também é o local que o corpo de bombeiros estadual usou para lançar grandes aviões de combate a incêndios.

“Desde meados de agosto, o presidente Trump e o governador Newsom falaram por telefone e a Casa Branca e a FEMA mantiveram contato constante com autoridades estaduais e locais durante a resposta a esses desastres naturais”, disse Deere.

Deere observou que “o presidente aprovou uma Declaração Presidencial de Desastres Graves para a Califórnia, que começou em 14 de agosto para assistência individual e pública”.

Ele também destacou a visita de Trump ao Estado em 2018 após uma série de incêndios naquele ano e assinou uma ordem executiva com o objetivo de reduzir o risco de incêndios florestais.

“O governo também aprovou 10 concessões de assistência ao gerenciamento de incêndios e 24 concessões para outros estados do Oeste, o que fornece 75% dos custos federais para mitigação, gestão e controle de incêndios”, escreveu Deere. “Mais de 26 mil funcionários federais e 230 helicópteros foram enviados à região para combater esses incêndios.”

O presidente e seu governo continuam monitorando e fornecendo apoio federal para os incêndios florestais que prejudicam estados em todo o oeste, incluindo Colorado, Montana, Oregon, Utah, Washington e Wyoming, acrescentou.

A visita de Trump ocorreu em meio a críticas de que ele não mencionou os incêndios florestais por mais de três semanas, até sexta-feira (11) à noite, quando fez uma referência aos desastres publicamente.

“OBRIGADO a mais de 28.000 bombeiros e outros primeiros respondentes que estão lutando contra incêndios florestais na Califórnia, Oregon e Washington”, escreveu ele. “Eu aprovei 37 declarações da Lei Stafford, incluindo concessões de gerenciamento de incêndio para apoiar seu trabalho corajoso. Estamos com eles em todo o caminho!”

Já seu rival democrata na eleição presidencial de novembro, Joe Biden, planeja um discurso sobre o tema no Delaware, colocando a mudança climática na linha de frente da campanha eleitoral.

Os democratas enfatizam o papel desempenhado pela mudança climática, posição que Biden deve reforçar em seus comentários. O candidato democrata incluiu a mudança climática na lista de grandes crises enfrentadas pelos EUA, assim como a pandemia de coronavírus, que já matou mais de 194 mil pessoas e lançou o país em uma recessão econômica.

“O vice-presidente Biden debaterá a ameaça que os eventos climáticos extremos representam aos americanos de toda parte, como eles são tanto causados por e sublinham a necessidade urgente de combater a crise climática e por que precisamos criar empregos sindicalizados bem remunerados para construir uma infraestrutura mais resistente”, disse sua campanha em um comunicado divulgado no último domingo (13).

Uma série de incêndios florestais arrasadores e mortais atingiu Califórnia, Oregon e o Estado de Washington neste verão, destruindo milhares de casas e algumas cidades pequenas, queimando mais de 1,61 milhão de hectares e matando mais de duas dúzias de pessoas desde o início de agosto.

Combater a mudança climática é um tema central e motivador para os jovens e os eleitores de inclinação progressista que Biden precisa que compareçam para votar na eleição de 3 de novembro.

A questão é mais complicada para alguns republicanos, que, apesar de indícios científicos claros de sua existência, questionam os dados e a necessidade de medidas amplas e custosas para enfrentá-la.

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