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Urnas abrem no Chile para plebiscito histórico de nova Constituição

Os eleitores tiveram 12 horas, a partir das 8h locais (mesmo horário de Brasília) para votarem

26 de Outubro de 2020 às 14:56 Publicado por: Redação
Urnas abrem no Chile para plebiscito histórico de nova Constituição Foto: Ivan Alvarado / Reuters / Direitos Reservados

As urnas abriram no Chile neste último domingo (25) para um plebiscito histórico sobre se a Constituição do país, que vem da era do ditador Augusto Pinochet, será descartada e substituída por uma nova Carta a ser formulada, uma das principais reivindicações dos protestos que tomaram conta do país no ano passado.

Grandes protestos contra o governo, a desigualdade e o elitismo em uma das mais avançadas economias da América Latina tomaram o Chile no ano passado e foram retomados com o relaxamento das restrições adotadas para conter o coronavírus.

Os eleitores tiveram 12 horas, a partir das 8h locais (mesmo horário de Brasília) para votarem. Mais de 14,8 milhões de pessoas puderam votar em 2.715 locais em todo o país, embora os que sofrem de Covid-19 tenham sido alertados para se manterem distantes sob ameaça de prisão.

Os chilenos decidiram se aprovam ou rejeitam uma nova Constituição e se ela deve ser elaborada por um grupo especial eleito pelos cidadãos, composto por metade de homens e metade de mulheres, com representantes indígenas, ou se por uma mistura de cidadãos e parlamentares.

Foi necessário maioria simples para vencer. As pesquisas de opinião sugerem que uma nova Constituição será aprovada por ampla margem.

Entre os primeiros que votaram estava o presidente do Chile, Sebastián Piñera. Sua taxa de aprovação caiu para um patamar recorde de baixa em meio aos protestos e se manteve claudicante durante a pandemia.

Falando no bairro de Las Condes, perto de sua casa, ele fez um apelo para que os chilenos compareçam em números recordes, não importando sua inclinação de voto.

“Nesta noite, quando soubermos os resultados, respeitemos a decisão do povo e tomemos uma ação forte e clara pela democracia e não pela anarquia, pela paz e não pela violência, pela unidade e não pela divisão”, disse ele a jornalistas.

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