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Acusados de matar pedófilo seguem foragidos

21 de Maio de 2020 às 06:03 Publicado por: Redação
Acusados de matar pedófilo seguem foragidos Foto: Jean Guilherme e Reprodução / Redes Sociais

De acordo com a DIG de São Carlos (SP), quatro pessoas estão sendo apontadas pela autoria do crime, e três delas já tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça

Os autores pelo crime de execução, ocorrido no mês de agosto do ano de 2019, contra o metalúrgico Leizer Buchiwiser dos Santos, apontado nas apurações do crime, que foram realizadas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) como ‘pedófilo’, seguem sendo procurados pela Polícia Civil de São Carlos (SP).
Até o momento, após a representação judicial feita pelo delegado titular da referida delegacia especializada, Gilberto de Aquino, duas mulheres e um homem já tiveram as suas prisões preventivas decretadas pela Vara Criminal da Comarca de São Carlos (SP), podendo ainda ocorrer a representação contra uma quarta pessoa, sendo ela um homem, que pode ter auxiliado na morte do pedófilo.
De acordo com Gilberto de Aquino, delegado a frente das investigações, um intenso trabalho investigativo foi feito por sua equipe, com o intuito de apurar os motivos pelo qual ocorreu a execução e quem seriam os autores do delito, onde no decorrer das atuações, foi apurado que Leizer Buchiwiser dos Santos, costumava marcar programas sexuais através das redes sociais, e em tais ocasiões, quanto marcava os referidos encontros, sempre perguntava para a pessoa contratada para o ato, se a mesma não teria crianças ou filhos, que pudessem se envolver na relação.
Com base em tais informações, a autoridade policial ouviu por algumas pessoas e testemunhas, onde foram relatados os fatos, confirmando a atitude da vítima, e apontando a preferência da mesma por crianças, sendo afirmado ainda, que o mesmo pagava a mais pelos programas sexuais, quando ocorria o envolvimento de menores nos atos.
Em um período antes de sua morte, Leizer Buchiwiser dos Santos, teria mantido contato com uma mulher, no mesmo dia em que ocorreu o crime, e teria na ocasião, agendado um encontro com a mesma pelo valor de R$ 500, e ao ser questionada pelo metalúrgico durante as conversas que eram mantidas entre as partes, sobre alguma criança que pudesse se envolver com o mesmo, a mulher afirmou que teria, e que a menor seria sua filha, pegando em ato continuo emprestado a sua sobrinha, uma menina de 3 anos de idade, alegando para a cunhada que levaria a menor para comer um lanche, e deslocou em ato continuo ao local do encontro.
Sendo o fato combinado com um irmão, que é o pai da criança e não convive com a genitora da mesma, em ato continuo o rapaz convidou para o crime outro irmão e também a sua namorada, e tomaram destino ao local de encontro, onde na chegada do metalúrgico a uma residência localizada na Rua Carlos Marra, o mesmo ao ingressar para dentro da moradia já foi recepcionado pelas mulheres, sendo a acusada e a cunhada, que estariam também na companhia da criança.
Em tal momento, as mulheres passaram a proferir xingamentos contra o rapaz e apossaram-se do dinheiro do mesmo, onde diante do fato, Leizer Buchiwiser dos Santos reagiu e desferiu agressões contra uma das acusadas, e ao presenciar aquela atitude, ocorreu a intervenção dos homens, que em posse de uma faca desferiram golpes contra o pedófilo, que não resistiu aos ferimentos e morreu no interior da residência.
Utilizando do automóvel de propriedade do metalúrgico, ambas as mulheres foram até a residência da mãe da criança, e convidaram a mesma para ir até um posto para a aquisição de combustível, onde depois de adquirir o referido material, as acusadas deixaram a genitora e a criança novamente na moradia, tomando destino a área rural, nas proximidades da Capela de Nossa Senhora de Aparecida da Babilônia, desovando o corpo do pedófilo, que foi deixado com mãos e pés amarrados por tal local.
Em ato continuo, as mulheres foram com o carro até a região da Água Fria, e atearam fogo no veículo se evadindo após com destino ignorado.
No dia 30 de agosto, diante do desaparecimento do rapaz, os familiares foram até uma unidade da Polícia Civil de São Carlos (SP) e registraram um Boletim de Ocorrência. No decorrer do dia 01 de setembro, um domingo, um sitiante acabou localizando o corpo da vítima, e de imediato acionou via 190 a Polícia Militar.
De acordo com Gilberto de Aquino, os envolvidos no crime queriam apenas extorquir o pedófilo, porém durante o encontro que foi ‘armado’, com a reação da vítima mediante as agressões contra as mulheres, acabou ocorrendo a sua execução.
Diante dos fatos, o caso foi representado junto à Justiça como latrocínio, roubo seguido de morte, onde em tal circunstância, foi acatado pela prisão preventiva de três dos quatro acusados, podendo ocorrer o mesmo com o quarto envolvido no crime.

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