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Corso: Organizadores podem ser indiciados por morte

29/09/2011 22h13 - Atualizado há 9 anos Publicado por: Redação
Corso: Organizadores podem ser indiciados por morte

Delegado da DIG, Dr. Edmundo Ferreira Gomes, durante a entrevista sobre Tusca na tarde desta quinta-feira (29) - Foto Jeferson VieiraOs presidentes da Atlética UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e da USP (Universidade de São Paulo) foram ouvidos ontem à tarde pelo delegado Edmundo Ferreira Gomes, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), sobre a morte do estudante Bruno Cristiano de Oliveira, 23, ocorrida durante o Corso, micareta de abertura da Taça Universitária de São Carlos, no dia 15 de setembro.

Após depoimentos, os estudantes deixaram o prédio pelos fundos e não quiseram gravar entrevistas.

De acordo com o Edmundo Ferreira Gomes, os estudantes afirmaram que contrataram, de uma transportadora, seis caminhões para transporte e venda de bebidas, porém nenhum dos veículos passaram por vistorias de segurança.

Ainda segundo o delegado, os seguranças que estavam ao lado dos caminhões eram apenas para evitar qualquer tumulto.  “Estas pessoas que faziam as escoltas do caminhão não impediam que os participantes chegassem próximos à carroceria, onde estavam as bebidas”.

A DIG pediu um lado técnico para verificar se os caminhões podiam transitar em meio à multidão sem causar risos ou morte. “Os estudantes afirmaram que não houve nenhuma adaptação dos caminhões para que os caminhões circulassem no meio dos estudantes que participam do Corso”, afirmou o delegado.

Caminhões que venderam bebidas no Corso: sem proteções nos pneus - Foto Jeferson VieiraSegundo o delegado, se ficar comprovado que não foram atendidas as exigências técnicas de segurança, os organizadores, ou seja, as Atléticas da USP e UFSCar podem ser responsabilizadas pela morte do estudante Bruno. No caso, indiciamento por homicídio culposo, sem intenção de matar.

ORGANIZAÇÃO – Segundo o delegado Edmundo Ferreira Gomes, a Polícia Civil não está investigando se a organização foi falha ou não, mas sim a causa morte do estudante. Ontem pela manhã foi ouvido um suspeito de ter agredido o estudante, porém ele não foi reconhecido pelo irmão de Bruno.

Uma testemunha chegou a dizer que o suspeito era semelhante ao que teria agredido Bruno, porém não teve certeza. “No meio da multidão de 15 mil pessoas, encontrarmos o agressor é como achar uma agulha no palheiro, mas a investigação continua”, disse Gomes.

LAUDO IML – Sobre a agressão, Gomes disse estar esperando laudo do IML que trará a causa mortis e se realmente o estudante foi agredido. “As definições que temos nesta área são testemunhais, mais de uma testemunha confirmou a situação de agressão, porém ainda falta o laudo”, explicou o delegado.  

A DIG tem até meados de outubro para encaminhar o inquérito à Justiça.

MORTE – O jovem Bruno Cristiano de Oliveira, 23, morreu no dia 15 de setembro, durante a realização do Corso.  O estudante caiu sob as rodas traseiras de um caminhão que acompanhava o Corso, levando cervejas para os universitários. O jovem foi socorrido pela Guarda Municipal, mas não resistiu aos ferimentos. Em 2010, o estudante paulistano Ricardo Mitsuo Iawashi, 21 anos, também morreu durante o Corso. O corpo de Iawashi foi encontro em um córrego nas proximidades da USP, um dia após a realização da micareta. (JEFERSON VIEIRA){jcomments on}

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