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A estupidez de pararem as obras anti-enchente

Newton Lima e Oswaldo Barba

03/12/2020 06h43 - Atualizado há 1 mês Publicado por: Redação
A estupidez de pararem as obras anti-enchente Foto: Divulgação

Três enchentes no mesmo ano e oito anos sem providências efetivas para contê-las.

Em meio à dor que se abate sobre nós são-carlenses, até aqui não sabemos ao certo a dimensão econômica e social da catástrofe das enxurradas de 26/11. Mas as imagens foram tão dramáticas que nosso sofrimento invadiu, por vídeos, os lares dos brasileiros.

O poder público, mesmo ciente da gravidade do problema, dos estudos anteriormente realizados, das diretrizes do Plano Diretor e das ações concretas de macro e micro-drenagem realizadas pelos nossos governos entre 2001 e 2012, praticamente abandonou o programa de obras e ações e deu no que deu: tragédia anunciada!

Não só paralisaram o Plano de Combate às Enchentes como, pasme-se, o governo municipal do PSDB, por razão exclusivamente político-partidária, devolveu recursos já conquistados por nós junto ao governo federal, impedindo que as seguintes obras fossem realizadas:

  • Duplicação do viaduto da Praça Itália com obras essenciais de drenagem da região da Lagoa Serena e CDHU da Vila Izabel (R$ 10 milhões);
  • Alargamento da passagem do córrego Monjolinho sob a linha férrea na Rotatória do Cristo (R$ 5,3 milhões);
  • Construção do piscinão no CDHU;
  • Continuidade das contenções das margens do Monjolinho (marginal da av. Francisco Pereira Lopes).

É evidente que essas iniciativas não resolveriam por completo o secular problema de drenagem da baixada do mercado, mas é inquestionável que ajudariam a minimizar os impactos das enxurradas!

Registre-se que o atual governo deu sequência a uma das obras prevista (piscinão do CDHU), sem contudo, conseguir executá-la com o empenho e a urgência necessários.

Na recente campanha municipal, Erick Silva do PT foi o candidato que mais intensamente estabeleceu compromisso com o enfrentamento das enchentes, apresentando propostas que estão à altura da importância desse grave problema urbano da nossa cidade.

Com a reeleição do prefeito, espera-se um comportamento completamente diferente do que teve até aqui. Cabe a ele, sem vacilar, priorizar as ações da Prefeitura em macro e micro-drenagem, fortalecer o Plano Diretor, passar a acreditar na necessidade da sustentabilidade ambiental, construir um plano emergencial preventivo de defesa civil para as áreas mais vulneráveis e empenhar-se em alavancar recursos municipais, estaduais e federais para a execução das obras paralisadas, entre outras.

E é pra já, antes que a violência das águas incontidas deste e dos próximos verões produzam tragédias ainda mais devastadoras.

Que Deus ilumine o Prefeito!

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