Política

Área Azul: por 7 votos a 5 veto é mantido

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Num plenário cheio, devido à votação de projetos de apelo popular, foi aprovada a Lei da Área AzulA sessão da Câmara de ontem foi um prato cheio para os apreciadores de política, com o plenário lotado, participação popular na tribuna livre, votação de projetos polêmicos e denúncias de todos os tipos.

A começar pela aprovação da Lei da Área Azul, com o veto ao artigo 21 aposto pelo prefeito Oswaldo Barba (PT), que finaliza o imbróglio sobre as novas regras do próximo contrato de concessão entre o município de São Carlos e a empresa que ganhar a licitação para ter a responsabilidade pela cobrança de estacionamento em vias públicas. Com 7 votos a favor e 5 contrários, os vereadores mantiveram o veto aposto pelo prefeito.

Outro tema que se destacou na sessão, muito mais por seu apelo popular, foi a aprovação do projeto de lei do vereador José Luis Rabello (PSDB), que dispõe sobre a implantação das terapias naturais e práticas integrais complementares no âmbito da política municipal de saúde.

Grande parte dos presentes no plenário aguardava a discussão sobre o projeto e, em sua aprovação por unanimidade, o público ovacionou os vereadores, principalmente Rabello.

“Este projeto vai trazer muitos benefícios à população, é um sonho que se tornou realidade. Eles (população) vão economizar mais dinheiro, pois os remédios naturais são mais baratos, além disso, não fazem mal para a saúde”, disse.

Como sempre, a tribuna também foi utilizada pelos vereadores como espaço para tecer críticas, tanto à administração municipal, quanto à atuação da oposição. Chamou a atenção, porém, a fala de Marquinho Amaral (PSDB), que teceu pesadas críticas ao governo Barba.

“Ao tomar pé da situação da prefeitura, cada dia a gente fica mais surpreso com os esqueletos que saem do armário. É a corrupção e ela existe. É a desonestidade em algumas atitudes, de alguns secretários, que nem sequer atendem telefonemas dos vereadores”, disse.

Após as críticas abertas à administração, Marquinho ainda citou, nominalmente, o secretário de Comunicação, Leandro Severo e o assessor de Relações Institucionais e Internacionais da Prefeitura, Emiliano Azevedo.

Severo, inclusive, foi alvo de uma pesada denúncia de Marquinho que afirmou que, no processo de eleição do Sindicato dos Metalúrgicos, o secretário “foi numa palestra no (clube) Flor de Maio, gravou e entregou para a chapa que concorria com vocês (atual diretoria) um DVD da reunião”. Ao final da sessão, Marquinho solicitou a transcrição de suas falas, na íntegra, como prova de uma ação judicial que estaria movendo.

PARTICIPAÇÃO – Na tribuna livre, Phamela Godoy, vice-presidente da ONG Visibilidade LGBT, discorreu sobre o Dia da Visibilidade das Mulheres Lésbicas e Bissexuais (que foi comemorada na última segunda-feira, 19), além dos problemas do machismo na sociedade e fez um apelo para os vereadores, de que as solicitações sobre legislações e políticas públicas voltadas ao combate à homofobia sejam mais estudadas e abordadas.

Logo após, Ronaldo Mota, representante da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), fez uso da palavra para solicitar o apoio dos vereadores para uma manifestação pedindo melhores condições aos professores de São Paulo. O ato pretende mobilizar autoridades e representantes dos municípios paulistas para melhores condições do professorado do Estado.{jcomments on}

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