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Azuaite denuncia retirada da placa com nome de Vicente Camargo

Parlamentar lembrou que Camargo é ligado à história do teatro em São Carlos

02/12/2021 08h17 - Atualizado há 2 meses Publicado por: Redação
Azuaite denuncia retirada da placa com nome de Vicente Camargo Foto: Divulgação / Câmara Municipal de São Carlos (SP)

O vereador Azuaite França, em pronunciamento na Câmara Municipal, lamentou a retirada da placa denominativa da Casa da Cultura que homenageia o professor, ator e comunicador são-carlense Vicente Camargo, falecido em 1981.  Azuaite foi comunicado sobre o fato pelo presidente do Instituto Cultural de Artes Cênicas do Estado (Icacesp), Carlos Pinto, que recebeu o título de Cidadão Honorário de São Carlos por iniciativa do parlamentar.

Azuaite comentou que o desaparecimento da placa e do nome do homenageado na fachada do prédio, inaugurado em 1982, que atualmente sedia a Secretaria Municipal de Educação, “atenta contra a história, a tradição e a identidade da cidade”. O prédio, construído na gestão do prefeito Antonio Massei, originalmente foi destinado a atividades culturais e posteriormente sediou a Prefeitura e a Biblioteca Municipal. O nome de Vicente Camargo constava na placa e na lateral do edifício, localizado na rua 13 de maio, esquina com a Avenida São Carlos.

O vereador lembrou que  Camargo  é ligado à história do teatro em São Carlos. Tendo participado da fundação da Rádio Progresso, destacou-se na comunicação e como professor da Escola Álvaro Guião onde criou o Teatro do Estudante de São Carlos. Como ator, apresentou-se nos teatros locais (São José, São Carlos e Avenida) e também em cidades do interior, tendo alcançado seu grande momento na brilhante  apresentação do monólogo “As Mãos de Eurídice”.

Solicitando providências para a recolocação da placa e da inscrição do nome da Casa da Cultura, Azuaite também lamentou a retirada do nome do sindicalista Cabeça Filho do prédio da Casa do Trabalhador e a não recuperação da estátua de Jesuíno de Arruda, fundador da cidade, que foi tragada pela enchente no ano passado. Além disso, citou o desaparecimento de placas na fachada do Palacete Conde do Pinhal.

“É preciso contestar esse descaso e dizer que uma cidade não merece ter administradores iconoclastas que pisam na sua tradição e na sua memória”, finalizou.

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