Cai o número de eleitores entre 16 e 24 anos

20 de abril de 2012


O número de jovens entre 16 e 18 anos alistados no cartório eleitoral de São Carlos diminuiu em 350 pessoas nos últimos quatro anos. Comparados os dados do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE), disponíveis no site da instituição, a soma de eleitores dentro dessa faixa etária cai de 1.817 para 1.467.

O número de eleitores alistados entre 18 e 24 anos, quando o título se torna obrigatório, também se percebe um decréscimo de 725. A ação do juiz eleitoral de São Carlos, Paulo César Scanavez, junto ao TER, de estimular jovens com idade entre 16 e 20 anos a alistar-se na Justiça Eleitoral, ocorrida no ano passado com palestras e debates em escolas estaduais, não se mostrou eficaz no resultado de crescimento de eleitores dessa faixa etária.

De acordo com a chefe do cartório da 121ª Zona Eleitoral de São Carlos, Letícia Brumato, não há uma estatística de quantos alunos foram envolvidos no projeto, só das principais escolas da cidade que abrigam alunos dentro dessa faixa etária.

Os números contrapõem ao volume total de eleitores cadastrados em 2012, observando-se um crescimento de 9,24%, passando de 151.756 para 165.784 no período de quatro anos. Comparada com Araraquara e Rio Claro, foi a cidade que mais cresceu no número de eleitores, as outras responderam por 8,50% e 5,57% respectivamente.

Entretanto o projeto de estimular entre 16 e 20 anos teve um resultado surpreendente em Araraquara que em outubro do ano passado conseguiu aumentar, em quatro dias, em mais de 50% o eleitorado nessa faixa etária.

O TRE tinha registrado na cidade 803 eleitores com idade entre 16 e 17 anos até a última sexta-feira. Com o início da campanha na segunda-feira passada, os dois Cartórios Eleitorais locais já cadastraram perto de 440 novos jovens eleitores.

A base de cálculo dos cartórios era que o município teria perto de oito mil alunos dentro desta faixa de idade. Neste universo, a chefe do cartório da 13ª Zona Eleitoral, Regina Fujica, prevê que se, pelo menos a metade for atingida, a campanha terá êxito.

Para a cientista política Maria do Socorro Braga, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), faltam políticas públicas dos governos em suas esferas para induzir o jovem a ter um comportamento de cidadão, responsável pela escolha dos políticos que comandam a cidade. Ela enfatiza que não existe uma política púbica que garanta a esse jovem o primeiro emprego, como exemplo.

O estudante de 18 anos, José Rubens Neto, que estava no Cartório Eleitoral se alistando, afirmou que foi levado a tirar o título por ser obrigatório com a sua idade. “Acho que posso contribuir para melhorar o futuro do País”, afirmou o jovem, repetindo uma frase que se tornou jargão entre os colegas da mesma idade, quando questionado sobre o seu papel após ter em mãos o título de eleitor.

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