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Falta de consenso atrapalha avanço político de São Carlos

Número excessivo de candidatos confunde o eleitor, que ouve sempre o mais do mesmo

25 de Setembro de 2020 às 08:42 Publicado por: Redação
Falta de consenso atrapalha avanço político de São Carlos

Ao concluir a sua data limite para o registro oficial das convenções partidárias, São Carlos deve fechar o seu quadro eleitoral com 12 candidatos credenciados pra concorrer ao cargo de prefeito. Mesmo que até às 19h do dia 26 de setembro (sábado) possa haver alguma alteração nesta configuração, este número exagerado de candidaturas demonstra uma escassez de diálogo entre os atores políticos da cidade. Na opinião do especialista em Política, Guilherme Rezende, a mudança na legislação eleitoral, que proíbe um processo de coalização na chapa proporcional, incentivou as legendas lançarem os seus projetos majoritários com o intuito de aumentarem sua bancada no Congresso Nacional durante o pleito de 2022. “Este fenômeno está acontecendo em várias cidades, pois os partidos necessitam de deputados federais eleitos para sobreviverem em questão de tempo de rádio e TV, além da cota do Fundo Partidário”, equivale.

No pleito do ano de 2016 diferentemente da atualidade, 6 candidatos disputaram o posto número 1 do município e a supremacia foi distribuída entre os 3 primeiros colocados (Airton, Netto e Bragatto), que totalizaram quase 80% dos votos válidos. Naquela oportunidade, o PSD, por exemplo, que possui o quarto maior tempo de rádio e TV, foi vice na chapa do prefeito eleito Airton Garcia. Neste ano, o partido anda sozinho não conseguindo conquistar nenhum acesso que permitisse uma composição. Siglas com bancadas significativas, como o PT, PSB e PL também estão caminhando solitárias. “Não acredito que a cidade precisa de 12 planos de governo distintos”, sintoniza Rezende. “Esta lacuna varia de problemas eleitorais a pessoais, inviabilizando também, uma futura aliança pra eleger  deputados da esfera estadual e federal, que represente nossa cidade”, complementa.

Minuta dos Candidatos

São Carlos Segue em Frente: coligação com a proposta de reeleger o prefeito Airton Garcia. Composta por PSL, MDB, Progressistas, Cidadania, PTB, Prós e PV,  a principal narrativa é focar na manutenção de obras estruturais como o recapeamento. A presença de uma gestão fragmentada em várias ordens de comando será a principal arma dos adversários.

Um Novo Caminho para São Carlos: formada pelo PSDB, Democratas e o Rede Sustentabilidade, esta coligação encabeçada pelo advogado Netto Donato, não concorda com o desmazelo da atual gestão. A proposta é otimizar o organograma de secretarias e modernizar todos os setores da máquina administrativa.

São Carlos Merece Mais: baseada na experiência de gestor do empresário Deonir Tofollo, este agrupamento é formado por Solidariedade, PDT, PSC, PMN e PRTB. Propõe um minucioso projeto de informatização em todos os departamentos, fundações e autarquia da Prefeitura.

PT: diferente do poderio de outrora, onde governou São Carlos por 12 anos, a legenda convoca o sindicalista Erick Silva como seu prefeiturável. O principal cabo eleitoral desta candidatura será o ex-prefeito Newton Lima Neto.

PSD: filha do ex-prefeito Dagnone de Melo e esposa do atual vice-prefeito, Giuliano Cardinali, Marina Melo pretende apresentar um governo focado no universo feminino, pois acredita que a mulher é o pilar mais sólido da família.

PL: Júlio César aposta em seu currículo, que registra 3 mandatos de vereador, mais de 2 anos como secretário de Planejamento e Gestão e 45 dias como deputado estadual. A meta é preparar a Capital da Tecnologia para os novos desafios urbanísticos, que assolam todas as cidades do planeta.

PSB: é representado pelo médico conhecido popularmente como Chico Loco, que renunciou ao cargo de vereador durante este mandato. Sua candidatura é baseada no modelo de Cidade Inteligente, cujo método é referência mundial de gestão pública.

Podemos: rompendo com o PL no momento da convenção, o partido decidiu lançar o advogado Antonio Sasso como candidato a prefeito, com a meta de receber recursos do Fundo Partidário e criar uma nova liderança política para o futuro.

PSol: o professor Ronaldo Mota encara mais uma vez, o desafio de conquistar o eleitorado são-carlense para os desígnios de uma sociedade virada pra uma esquerda radical. Terá o discurso mais atuante contra as ações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Patriota: o vereador Leandro Guerreiro foi o primeiro a se posicionar como candidato a prefeito. O maior trunfo de sua candidatura reside em seu domínio nas redes sociais. Polêmico, ele promete ferver os bastidores das eleições 2020. Será o principal defensor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Avante: professor de capoeira, conhecido popularmente como mestre Taroba, o candidato promete prioridade na área de esporte. Outra proposta é trabalhar a questão do preconceito racial, dando mais ênfase ao desenvolvimento social da comunidade negra.

Republicanos: ligado à igreja universal, o partido se aventura na inexperiência política e administrativa do cidadão Sérgio Ferrão.

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