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Grupo autodenominado de direita questiona passaporte sanitário

Câmara pretende discutir a fundo exigência da apresentação do comprovante de vacina contra Covid-19

17/10/2021 09h52 - Atualizado há 2 meses Publicado por: Redação
Grupo autodenominado de direita questiona passaporte sanitário Foto: Hever Costa Lima

Reportagem: Hever Costa Lima


“Somos um grupo de direita com bastante pessoas que se preocupam com assuntos que ferem os direitos dos cidadãos de bem. Sobre o passaporte sanitário somos contra, pois achamos que poderá vir a ser uma prerrogativa para outros que surgirão tirando nossas liberdades garantidas na Constituição brasileira”, afirmou o militante João Stabili que reuniu perto de 20 pessoas na Câmara Municipal na tarde de quinta-feira, 14, durante a audiência pública online que discutiu a adoção do documento que permite acesso a tipos de estabelecimentos a partir da comprovação da carteirinha de vacinação impressa ou digital contra a Covid-19.

“No município, temos 20 mil pessoas que desistiram de tomar a segunda dose da vacina. No meu caso, só tomei a primeira dose da vacina Coronavac, por conta da falta de garantia de imunização”.

Stabili afirmou que o grupo está se organizando melhor e deverá fazer um novo ato na terça-feira, 19, novamente na frente da Câmera durante a sessão dos vereadores. “Somente para mostrar que queremos o bem de todos, seja de direita, centro ou esquerda”.

O vereador Gustavo Pozzi (PL), que propôs a audiência pública para discutir a adoção do passaporte sanitário como uma exigência para as pessoas frequentarem estabelecimentos públicos e privados, afirmou que houve participação popular significativa com a adesão de mais de 80 pessoas pela plataforma de reunião virtual da Câmara. “Ao contarmos as visualizações na rede social é possível que o número de participantes ultrapasse as cem pessoas”.

Pozzi afirmou que o público questionou principalmente a legalidade do passaporte sanitário como exigência para o fluxo de pessoas. “Ficou acertado que esta foi a primeira de muitas reflexões sobre o assunto. Iremos discutir o tema que não está encerrado na Câmara”.

Para­­­ o militante da causa, João Stabili, no Estado de São Paulo já são mais de 4 milhões que optaram em não completar o ciclo vacinal. “Estamos contrários à restrição de trabalho provocando o desemprego daquelas que não se vacinam, estão colocando estas pessoas entre a cruz e a espada”.

Stabili diz concordar com a exigência do passaporte sanitário em grandes aglomerações como eventos esportivos, culturais e congressos. Porém não há porque limitar o acesso a estabelecimentos como padarias e supermercados.

O engenheiro civil, Eduardo Richter, que esteve na porta da Câmara, disse que a preocupação é que o passaporte sanitário seja usado para fins de controle e não para fins sanitários. “Na minha visão estamos gerando um novo apartheid [que significa “separação” em inglês] distinguindo quem foi vacinado e quem não foi”.

Richter afirmou que existem pessoas que não querem se vacinar por diversas razões. Essa distinção acabou por segregar essas pessoas. “Imagino que 10% da população não vai querer se vacinar. Eu tenho conhecidos que não querem se vacinar por questão religiosa”. Com isso, o engenheiro vê que o mecanismo de controle sanitário é segregatório.

Ele ainda ressaltou que lhe trouxe assombro a exigência de carteira de vacinação completa feita pelos Fóruns Criminal e Cível para entrar no recinto. “Isso acaba de criar um cidadão de segunda categoria que não tem mais acesso à Justiça”.

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