Política

Medicamentos naturais são opção popular

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Fitoterapia será uma das alternativas para melhorar tratamento feito pelo SUS Divulgação

Na sessão da última terça-feira (30), foi aprovado por unanimidade o projeto de lei do vereador José Luis Rabello, que aborda a implantação de terapias naturais e práticas integrais complementares na rede pública de saúde.

A aprovação do projeto beneficiará uma parcela da população que utiliza tratamentos alternativos, principalmente no combate à dor, e não encontrava respaldo do SUS (Sistema Único de Saúde) para continuar utilizar esse tipo de tratamento gratuitamente.

Além disso, há a possibilidade de a fitoterapia ser desmistificada, uma vez que a aprovação do projeto e sua implantação na rede pública de saúde são sinais de que a população e o poder público estão mais atentos às formas de tratamento alternativas.

Essa é a opinião da Conbrafito (Conselho Brasileiro de Fitoterapia). Sérgio Tinoco Panizza, presidente do conselho, afirma que a adoção da fitoterapia na rede pública é um passo importante para a melhoria da saúde pública.

“É importante ressaltar que a utilização da fitoterapia pode auxiliar na diminuição das filas de espera do SUS, assim como na acessibilidade à medicamentos, pois os remédios utilizados são mais baratos. E, embora a medicina moderna esteja desenvolvida, a OMS (Organização Mundial de Saúde) reconhece o valor da medicina tradicional”, afirma.

Panizza ainda afirma que um tipo de tratamento que abrange 80% da população dos países em desenvolvimento deve ser levado em consideração por órgãos públicos, mas de forma consciente.

“85% da população ainda utiliza plantas como alternativa de tratamento à doenças. Portanto, é importante, sim, a adoção da fitoterapia pela rede pública. Mas com uma ressalva de que a Conbrafito sempre orienta a utilização consciente de medicamentos naturais, pois existem efeitos colaterais. Portanto, não basta sair receitando plantas e ervas. É preciso que o profissional seja habilitado ao serviço”, comenta.

O projeto também fala sobre a implantação de terapias comunitárias, cromoterapia, aromaterapia, geoterapia, iridologia, naturologia, ortomolecular, yoga, ginástica teraupetica, e terapias de respiração. Ainda contempla a disponibilização de medicamentos naturais para os pacientes atendidos nos postos de saúde, o que exonera os custos.

“A população vai economizar mais dinheiro, pois os remédios naturais são mais baratos, além disso, eles não fazem mal para saúde e para o município também vai ser bom, haverá uma considerável economia aos cofres públicos, pois a Secretaria da Saúde vai comprar menos remédios. Antigamente não existia remédios, tudo era tratado com remédios naturais até a época de nossos avós, e depois disso, com o advento dos grandes laboratórios, os remédios alopáticos tomaram conta de tudo, e com esse projeto a gente tenta resgatar aquelas receitas caseiras de antigamente, mas tudo com o respaldo de um decreto da Presidência da Republica, de nº 5.813 de 22 de junho de 2006.”, finaliza Rabello.

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