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“Passei a cidade redonda para o Airton”, diz Altomani

Ex-prefeito afirma que o atual prefeito fala “inverdades” e que aproveita vários secretários do seu governo, como Helena e Mário Antunes

23 de Setembro de 2020 às 13:13 Publicado por: Redação
“Passei a cidade redonda para o Airton”, diz Altomani Foto: Marco Rogério

Paulo Roberto Altomani nasceu na cidade de Amparo, (SP). Descendente de italianos, ele chegou a São Carlos em abril de 1969, Altomani para cursar Engenharia Mecânica na USP. Ele já comandou a Engemasa, que no seu auge, chegou a gerar 300 empregos. Entrou para a política em 1992, concorrendo a prefeito pelo PL (Partido Liberal). Depois disso concorreu pelo PSDB em 1996, 2004, 2008, 2012 e 2016. Destas, venceu a penúltima e governou a cidade durante 4 anos. Ao herdar uma enorme dívida, teve que pagar R$ 90 milhões, o que comprometeu o poder de investimento de sua gestão e lhe rendeu muitas críticas.

Nesta entrevista exclusiva ele nos fala um pouco de como está vendo a política atual e revela se apoia ou não algum dos 12 prefeituráveis, além de destacar suas principais realizações.

Para o ex-prefeito a ebulição do clima político nesta época é algo normal. “A proximidade das eleições traz um clima efervescente. Começa a politicagem atrás do voto e, além de promessas mirabolantes, também muitos ataques tanto ao governo municipal quanto a prefeitos anteriores. Será uma eleição diferente até por conta da Covid-19, que afetou diretamente o nosso comércio, a indústria e causou muito estragos. Temos 12 candidatos e o que alcançar uma votação pequena, mas maior do que a votação dos demais, poderá ser o próximo prefeito. Além disso creio que abstenção será muito grande, talvez a maior de todos os tempos”, ressalta.

Para os adversários e críticos que consideram que ele fez um mau governo, Altomani responde com ironia. “Eu considero isso uma piada. O prefeito que fez 86 obras, paga mais de 100 milhões de dívidas, conquista uma unidade da Serasa, com arrecadação de R$ 60 milhões em impostos, conquista o AME, o Bom Prato, a Santa Casa Estruturante, a duplicação da Rodovia SP-318, milhares de cirurgias eletivas, federalização do Hospital Escola e várias outras realizações, não pode ter sido um mau prefeito. Então, estas pessoas no período de eleições fazem as críticas mais contundentes possíveis. O importante é que eu e minha família dormimos tranquilamente porque cumprimos com nossos dever. Fizemos muita coisa e pagamos muita dúvida. Agora, para aqueles que queriam tirar uma lasquinha da prefeitura a gente falava não. Talvez isso explique tanta crítica”.

Ele também contesta o prefeito Airton Garcia (PSL) que vive afirmando que pegou uma cidade “quebrada”. “Eu peguei uma cidade com muitas dívidas. Paguei R$ 74 milhões em dezesseis meses. Depois negociei com a presidente Dilma mais R$ 100 milhões. Conseguir tirar o nome da cidade do Cadin. Eu pagava R$ 5 milhões por mês de dívida. Ele (Airton) paga apenas R$ 200 mil de dívida por mês e já pegou R$ 70 milhões de empréstimos. Isso é uma inverdade. Eu entreguei uma cidade redonda, fácil de administrar. Ele deu continuidade apenas tapando os buracos, pois faltou dinheiro no meu governo. Tanto que ele manteve vários secretário meus como Helena, Mário Antunes e também o professor José Galizia Tundisi e também teve a felicidade de tirar o João Muller da Câmara e levar para seu governo. Foi uma escolha feliz. Em 2016 houve a troca da empesa de transporte coletivo e também muita falta de recursos e o povo quis mudança”.

Com Relação às suas três principais realizações, o ex-prefeito disse que é difícil destacar apenas este número. “Tivemos a conquista do Serasa Experian, com R$ 60 milhões de receita em impostos e mais de 1.000 empregos, o Bom Prato com 1.200 refeições por dia a R$ 1,00, também a federalização do Hospital Escola, a duplicação da SP-318, a caixa d’água da Cidade Aracy. Se fosse falar tudo o que fiz ficaria aqui umas duas horas falando.”

Com relação à atual corrida eleitoral, Altomani garante que está 100 fora do jogo pela primeira vez desde 1998, portanto há 28 anos.  “Não apoio ninguém, pois quando você dá apoio você se responsabiliza por aquele candidato. Estou cuidando dos meus netos e trabalhando em consultoria empresarial. Então, depois de muitos anos estou assistindo a política de camarote”.

Quanto ao maior desafio para o próximo prefeito, Altomani não tem dúvidas. “Será gerar empregos. A Latam reduziu o quadro de funcionários, a Tecumseh demitiu muita gente, assim como outras empresas, enquanto a Toalha São Carlos fechou. Então, gerar emprego e renda será a demanda número um”, aposta ele.

Em suas considerações finais, Altomani agradece ao povo de São Carlos e alfineta alguns vereadores. “Quero mandar um abraço à população de São Carlos que sempre me apoiou na minha trajetória política. Quero ainda mandar uma braço carinhosa para aos 10 vereadores que vão votar as minhas contas e meus pêsames aos que votar contar minhas contas, pois eles votam conta a cidade de São Carlos e contra tudo aquilo que nós fizemos”.

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