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PPL enfrenta primeiro desafio eleitoral

09/04/2012 16h51 - Atualizado há 9 anos Publicado por: Redação
PPL enfrenta primeiro desafio eleitoral

O Partido Pátria Livre (PPL) enfrentará, no dia 7 de outubro, o seu primeiro desafio eleitoral. O partido entra na luta com o objetivo de fazer parte da coligação que apoiará a reeleição do prefeito Oswaldo Barba (PT) e também de fazer uma boa bancada de vereadores. Para tanto, deverá lançar chapa completa de candidatos ou se coligar com outro partido da base política do governo.

O vice-presidente do PPL, o professor universitário José Benedito Sacomano, afirma que o partido tem objetivos ousados e um programa de governo ousado. “Desde sua fundação, nós do PPL tentamos passar o programa do partido. Este programa é a grande força do partido. É um programa que prega a união, o desenvolvimento e o apoio da empresa nacional e o fim de certas distorções que ocorrem no território brasileiro”.

Na questão local, segundo Sacomano, o PPL gostaria de continuar na coligação com o PT. “Até porque foi um casamento que deu certo. Os construtores da aliança atual foram justamente as pessoas que hoje estão no PPL”.

Para Sacomano, a união com o grupo que hoje dirige o PPL com o PT começou há oito anos. “É verdade que houve rupturas na eleição de 2004, que reelegeu o prefeito Newton Lima. Nós participamos ativamente daquela campanha com ideias muito claras do que queríamos. Na sequência houve outra ruptura com a criação do PPL, com uma carta programática muito avançada. Hoje a política brasileira está muito defasada, inclusive nos municípios”.

Os governos de coalizão que se espalham pelo país com coligações entre partidos de vários matizes são alvo das críticas do professor. Segundo Sacomano, os chamados “balaios de gatos” não ajudam nenhum governo e também não dão estabilidade, como se imagina. “A criação de balaios de gatos têm sido uma regra no interior paulista. Esta é uma prática que tem retardado o desenvolvimento dos municípios e o atendimento à população. Este tipo de coalizão reúne um conjunto muito grande de interesses. Gera-se uma federação de interesses de grande proporção. Isso pode estar fragmentando a unidade de pensamento para se alavancar o desenvolvimento de São Carlos, fato que vem se acirrando nos últimos tempos. Nós temos que combater a ideologia do balaio de gatos, cujos princípios são contra a cidade. Eu costumo dizer que quando você abre a tampa do balaio, todos os gatos estão machucados”.

Sacomano também rejeita a pecha de “partido nanico” que alguns segmentos querem dar ao PPL. “Precisamos de espaço para divulgar nossa carta programática, mas nunca aceitamos ser chamados de nanicos. Partido nanico é aquele que se vende, existe para negócios. Mas São Carlos merece a oportunidade de ouvir um novo programa. Vamos colocar nossa proposta nas ruas. Evidentemente, todos estão na mesma freqüência no partido e o próprio presidente do partido, o companheiro Leandro Severo, se afastou do governo para podermos colocar nosso bloco na rua”.

Segundo ele, o PPL é um partido agregador e não desagregador. “Vamos participar de nossa primeira eleição sem intenção de pedir cargos e etc. Todos nós temos profissão e trabalhamos. Temos ideias grandes e jamais aceitaremos ser chamados de nanicos. Todo partido nasce pequeno e cresce. Nanico é aquele que não cresce porque é pequeno no caráter e nos objetivos”.

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