Terça-feira, 26 Setembro 2017  00:10:05

São Carlos registra 16 mortes violentas

  • Escrito por  Lucas Castro
Dois corpos foram encontrados com perfurações de facas dentro de uma casa no bairro Cidade Aracy II Dois corpos foram encontrados com perfurações de facas dentro de uma casa no bairro Cidade Aracy II (Foto: Lucas Castro)

Do primeiro dia de 2017 até o dia 15 de julho, São Carlos registrou 16 mortes violentas, por crimes de homicídios dolosos e simples, entre pessoas com idades de 15 a 73 anos, principalmente na região sul da cidade. 

Dessas 16 pessoas, um era um adolescente de 15 anos, outros dez homens com idades entre 20 e 73 anos, além de cinco mulheres entre 21 a 66 anos.

As últimas mortes violentas foram o duplo homicídio registrado na noite da última quarta-feira (12), quando dois homens, Márcio Rogério Mariotto, de 43 anos, e Nivaldo Olímpio, de 55 anos, foram brutalmente assassinados a facadas, por motivos ainda desconhecidos, dentro de uma casa no bairro Cidade Aracy II. 

Segundo o apurado, as primeiras informações dão conta de que o tráfico de drogas, o envolvimento com mulheres e o uso da casa como “fumódromo”, poderiam ter relação com o bárbaro crime que chocou os moradores da rua Américo Gasparotti. 

No momento em que foi avisado do crime, o delegado da Delegacia de Investigações Geais (DIG), Gilberto de Aquino, foi até o local do duplo homicídio e de imediato começou as investigações, conversando com vizinhos e familiares das vítimas. 

O que se sabe é que Mariotto residia sozinho na casa onde foi registrado o crime e no início da noite da última segunda-feira teria (10) recebeu a visita do amigo Olímpio, sendo que os dois não foram mais vistos até serem encontrados mortos. 

A DIG apurou que, na noite da quarta-feira, por volta das 20 horas, uma pessoa passou em frente da residência onde os corpos foram encontrados e sentiu um cheiro forte de sangue, acionando a Polícia Militar. 

Os policiais militares chegaram ao local e se depararam com o portão trancado e chamaram por Mariotto, mas sem êxito, então resolveram entrar na casa, onde encontraram os corpos das vítimas. 

Diante dos fatos, a Polícia Militar entrou em contato com o delegado de Plantão, Domingos Antônio de Matos, que acompanhado de um investigador e de peritos do Instituto de Criminalística (IC), também foram até o local do crime. 

Matos registrou a ocorrência como duplo homicídio simples, as armas utilizadas no crime não forma localizadas. 

Lei do Silêncio

A conhecida “Lei do Silêncio” persistiu na noite da quarta-feira, atrapalhando os policiais militares e os delegados Gilberto de Aquino e Matos de colherem mais informações sobre o que poderia ter ocorrido aqueles dias nas proximidades da residência onde os corpos foram encontrados. 

Mesmo com a “Lei do Silêncio” algumas testemunhas teriam relatado, em sigilo, que a casa era frequentada por traficantes e viciados em drogas e muitas mulheres também faziam uso de entorpecentes e procuravam o local para programas sexuais.

Agora a DIG trabalha para identificar e prender os autores desse bárbaro crime. 

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