Quarta-feira, 17 Outubro 2018  14:53:11

Pré-candidato à presidência, Guilherme Boulos visita São Carlos

  • Escrito por  DA REDAÇÃO

Guilherme Boulos, membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), e pré-candidato à presidência da república nas eleições deste ano pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), esteve em São Carlos ontem, 13. Em coletiva de imprensa, que durou cerca de 45 minutos, ele abordou temas como modelos de transporte nacional, crise dos combustíveis, reforma da previdência, segurança pública, reforma tributária dentre outras questões.

Durante a entrevista, Boulos salientou que o “Brasil é rico, mas desigual”; disse que, se eleito, “não vamos governar para o Mercado”; e que há, hoje, “uma depressão política” no país. O pré-candidato pelo PSOL afirmou também: “Não queremos governar com o MDB, um dos responsáveis por essa descrença completa na política brasileira (...) No nosso governo ele vai estar na oposição, mesmo que não queira”.

Disse ainda acreditar que “o Congresso vai passar por uma renovação” nas eleições deste ano e que, se eleito, plebiscitos e referendos serão usados com regularidade na tentativa de aumentar a participação da população nas tomadas de decisão. “Defendemos o modelo democrático em que o povo não decida apenas a cada quatro anos (...) As pessoas têm que ser chamadas a decidir de maneiro permanente, com plebiscitos e referendos, como aliás existe em vários países do mundo”, afirmou.

Questionado se já havia algum plano de plebiscito se for eleito, ele disse: “No dia primeiro de janeiro de 2019 vamos apresentar para o Congresso e para a sociedade brasileira um plebiscito para revogar as medidas tomadas pelo governo Michel Temer”. E ele cita: reforma trabalhista, entrega do pré-sal, reforma do ensino médio, emenda constitucional 95: “O povo brasileiro não foi consultado sobre nada disso”. 

Sobre política de urbanização, ele afirma: “O que defendemos é que deve haver um duplo movimento para a gente ter uma cidade que seja democrática e com direitos: o movimento de levar a periferia para o centro (...) e o de levar o centro para as periferias; levar as qualidades urbanísticas, de infraestrutura, de serviços. Não pode haver único centro”. Segundo ele, no mundo, as cidades com maiores índices de desenvolvimento humano são “policêntricas”.

Sobre a relação que, como presidente, estabeleceria com os municípios para alcançar essas mudanças urbanas, ele explica: “Temos que ter uma relação democrática com os municípios, e não uma relação fisiológica como se estabeleceu entre os vários níveis de poder público no Brasil (fisiológica e de compadrio partidário), mas não acredito que isso [as mudanças nas políticas urbanas]seja apenas uma questão de gestão municipal. Política Pública urbana passa por regulamentar e efetivar o Estatuto das Cidades, que é uma lei federal; e é importante que se faça, pois o Brasil tem esse péssimo costume de que lei que enfrenta grandes interesses econômicos não pega (...) Se ganharmos a presidência da república, vamos regulamentar e fazer valer o Estatuto das Cidades”.  

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