Sexta-feira, 19 Outubro 2018  01:22:43

Pulverização de votos pode deixar São Carlos sem deputados

  • Escrito por  Fábio Taconelli

São Carlos deve contar com 10 candidatos a deputado federal e 14 a estadual. Esse número em excesso pulveriza os votos, na opinião da professora Maria do Socorro Braga, do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). “É um número elevado. Distribui muito os votos e essa pulverização pode prejudicar a eleição de representantes da cidade”, confirma. A cidade, por exemplo, está há 16 anos sem um representante na Assembleia Legislativa. O deputado federal Lobbe Neto (PSDB) era suplente. Quando Duarte Nogueira elegeu-se prefeito de Ribeirão Preto, o político são-carlense assumiu em definitivo uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Maria do Socorro Braga admite que dificilmente um candidato se elege apenas com os votos de São Carlos. “Porém, quanto mais votos ele conseguir em seu reduto eleitoral, melhor. É importante que os votos se concentrem em um número menor de candidatos, caso contrário a cidade fica sem eleger um representante”, assegura.

Projeções

Na visão da professora da UFSCar, muitos candidatos que colocam seus nomes na disputa das eleições para deputado têm uma segunda intenção: prospectar o nome para a eleição municipal de 2020, seja para vereador ou até mesmo para prefeito. “Se estivessem preocupados com as questões sociais da cidade, certamente se reuniriam em grupos com a finalidade de reduzir o número de candidatos”, explica.

Maria do Socorro Braga acredita que o eleitor deve se atentar aos candidatos que pensam no coletivo e não no individual. “Pense bem nisso. Antes de escolher um candidato, quem de fato trabalha para uma cidade melhor? Seja para pegar ônibus, para uma melhoria da saúde? é necessário fazer esse cálculo antes de votar. Se o candidato não contempla isso, que se escolha outro”, encerrou.

campanha de rua começa em 16 de agosto

Encerrado o prazo para realização das convenções, os partidos políticos terão até as 19h, do dia 15 de agosto, para registrar, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a chapa completa - com candidatos a presidente e a vice, bem como as siglas que integram a coligação. Catorze nomes foram aprovados nas convenções partidárias para disputar a Presidência da República em outubro.

Somente após o prazo final para registro das candidaturas, os partidos poderão colocar a campanha oficialmente na rua. Segundo a Lei Eleitoral, a partir do dia 16 de agosto, os candidatos, os partidos políticos e as coligações poderão fazer comícios e usar equipamento de som fixo. Também podem fazer campanha em carros de som e usar alto-falantes ou amplificadores de som em suas sedes e comitês.

Estão autorizadas, até o dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, a distribuição de material gráfico, a realização de caminhadas, carreatas ou passeatas e o uso de carro de som pelas ruas, divulgando jingles ou mensagens dos candidatos. Até 5 de outubro, são permitidos anúncios pagos, na imprensa escrita, e a reprodução, na internet, limitados a dez por veículo, em datas diversas, para cada candidato, com tamanho máximo de um oitavo de página de jornal padrão e um quarto de página de revista ou tabloide.

Horário gratuito

Na segunda quinzena deste mês, o TSE se reunirá com os partidos políticos para aprovar o plano de mídia do horário eleitoral gratuito, que entrará no ar nas emissoras de rádio e televisão a partir do dia 31 de agosto. No total, serão 35 dias de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, em dois blocos diários, além das inserções ao longo da programação.

Na mesma reunião, que acontece até o dia 24 de agosto, será sorteada a ordem de apresentação de cada candidato no horário eleitoral gratuito. A campanha presidencial vai ao ar às terças, quintas e aos sábados, em dois blocos de 12 minutos e 30 segundos, às 7h e às 12h, em cadeia nacional de rádio, e às 13h e às 20h30, nas emissoras de TV.

O tempo de cada partido varia de acordo com o tamanho da bancada de deputados federais e com as legendas que integram a coligação do presidenciável. Pelo tamanho dos partidos individualmente, os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm mais tempo no horário gratuito que os demais. (Agência Brasil)

Também às terças e quintas e aos sábados será veiculada a propaganda eleitoral dos candidatos a deputado federal. A campanha para governador, senador e deputado estadual/distrital vai ao ar às segundas, quartas e sextas-feiras. No domingo não há horário eleitoral gratuito.

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