Sexta-feira, 16 Novembro 2018  05:50:52

“Lula aprisionou o PT em Curitiba”, critica Freire

  • Escrito por  Fábio Taconelli

O presidente do Partido Popular Socialista (PPS), Roberto Freire, visitou São Carlos nesta quinta-feira, 13. Candidato a deputado federal, o político estava em companhia de Gui Mendes, candidato a deputado estadual. Ambos foram recebidos pelo vereador Azuaite França (PPS). Freire visitou a redação do Primeira Página e os estúdios da Rádio São Carlos AM. Na entrevista, o político criticou a estratégia petista de manter Luiz Inácio Lula da Silva como candidato à presidência, mesmo sabendo da impossibilidade. “Lula aprisionou o PT em Curitiba”, resumiu.

Freire traçou o cenário político das eleições de outubro. “A eleição é atípica”, classificou. “A eleição começa a partir da superação de uma sociedade permeada por denúncias de corrupção e prisões. A corrupção foi um assunto único na sociedade brasileira por meses e começa a mudar com a inserção da agenda eleitoral”.

Roberto Freire ponderou. Ele explica que o tema corrupção não deixou o noticiário, mas dividiu com as eleições. Ele comentou sobre a atuação do Ministério Público (MP) com prisões durante o período de eleições, episódio recente que envolve o ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). “Os processos eram antigos, então por que essa intervenção para provocar a prisão. Era uma discussão que já estava no seio do Ministério Público”.

Roberto Freire, contudo, defendeu punição rigorosa aos que estiverem envolvidos em escândalos de corrupção. “As prisões demonstram que as nossas instituições funcionam. Não é qualquer país que, por exemplo, coloca um ex-presidente da República na prisão”, complementou.

Aprisionado

Roberto Freire criticou a estratégia política adotada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Preso em Curitiba, o político sustentou a sua candidatura até a última terça-feira, 11, mesmo sabendo da impossibilidade, uma vez que foi condenado em segunda instância e enquadrado na Lei da Ficha Limpa. “Lula aprisionou o PT em Curitiba. Ele está preso e prendeu o PT. O PT é um partido que ficou imobilizado porque entrou nessa pantomina de que o Lula seria o candidato. E todos sabiam que isso não aconteceria. Até este período, a campanha não começou direito”, afirmou.

O candidato a deputado federal pelo PPS comentou o ataque a faca ao candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL). Na visão dele, foi um atentado que feriu a democracia. “O ataque tem de ser repudiado por todas as forças políticas do Brasil. E eu espero a breve recuperação. O país não pode decidir o seu destino nem com bala e nem com faca”, desabafou.

Roberto Freire salientou que a política do ódio foi alimentada pelo PT. “O Lula começou a política do ‘nós contra eles’, do ‘rico contra o pobre’... alimentou uma trajetória de criar inimigos. Você tem um acirramento político dos ‘esquerdopatas’ por causa de um governo que foi desmantelado por corrupção. Aí, você cria, fortalece uma direita, que defende a volta da ditadura, intervenção militar. Isso é um caldo de cultura, que gerou um atentado desse”, comentou.

Adicionar comentário

Atenção

• Os comentários devem ser respeitosos e relacionados estritamente ao assunto do post e são de inteira responsabilidade de seus autores.

• Não representam necessariamente a opinião deste jornal.

Código de segurança
Atualizar

PUBLICIDADE

Atlântica

PUBLICIDADE

Jornal 1ª Primeira Página. Todos os direitos reservados.