Terça-feira, 18 Setembro 2018  08:19:34

Paraná Filho vê evidência de “farsa” em estudo de Coca

  • Escrito por  DA REDAÇÃO

As polêmicas envolvendo secretário o de Transporte e Trânsito de São Carlos, Antônio Clovis Pinto Ferraz, vulgo Coca, ganha novos capítulos. Ontem, 13, o vereador Paraná Filho protocolou um Pedido de Acesso à Processo junto à Secretaria requerendo “vistas e cópia integral” de documentos referentes à licitação de transporte público.

Um dos motivos que chamaram a atenção do vereador para o fato, foi a existência de um suposto estudo sobre o reajuste da tarifa do transporte feito por Ana Paula Larocca (USP), por Tahis Guerreiro (UFSCar), e por Roberto Pereira (FIPE): “Fui duas vezes hoje [ontem] à Secretaria, fui recebido por uma chefe de seção, e fui informado que não existe nenhum processo de estudo sobre a tarifa [de transporte] para essa licitação”.

O vereador afirma que pediu ao próprio Coca para ver esse estudo: “Ele me negou o acesso, justificando que foi um erro de sua parte ter envolvido essas pessoas nisso, que ele não deveria ter colocado o nome dessas pessoas nesse documento, e que iria consultar o jurídico da prefeitura para ver se poderia me dar vista a esse documento ou não. Mas, claramente demonstrou que foi algo montado, que foi uma farsa esse estudo. Agora, precisamos saber quem foi o farsante, quem foi que colocou nome de terceiros no documento sem anuência”, afirmou o vereador, que ressaltou: “Estou diligenciando, por meio de requerimentos e ofícios, e vou pedir a intervenção do Ministério Público sobre a participação ou não da senhora Ana Paula Larocca, da senhora Tahis Guerreiro, e do senhor Roberto Pereira nesse estudo; se de fato eles realizaram ou não, se foi de forma gratuita ou remunerada, com qual interesse. Vou querer ir à fundo nesse caso”.

“Temos a possível existência de documentos falsos na licitação da limpeza, e na licitação do transporte acontece algo parecido: a existência de um relatório falso”, salienta Paraná Filho. A participação da FIPE junto à prefeitura também chama a atenção do vereador: “Me chamou a atenção esse estudo feito pela Fipe, que já está fazendo alguns trabalhos para prefeitura, com dispensa de licitação, inclusive trabalhos duvidosos, pois até o momento ninguém viu esses trabalhos. Eu, inclusive fiz requerimento, que foi aprovado na última terça-feira, solicitando essas informações, esses trabalhos. Por que essa empresa foi contratada sem licitação?”, desconfia o vereador, que diz ainda:

“Outro fato que causa estranheza é um funcionário da Fipe que trabalha na secretaria de planejamento, no gabinete do secretário, todos os dias, como se fosse um servidor público, um cargo da prefeitura, mas ele não é, é um servidor da Fipe, e não deveria trabalhar ali”.

Sobre a atuação do secretário de Transporte, ele afirma: “Ou o Coca é muito incompetente e não tem preparo para uma situação dessas, ou ele está muito mal-intencionado”, ressaltando que esta não é a primeira licitação publicada de forma errônea.

MAIS SUSPEITA: “Em razão da não realização da licitação, essa incompetência ou má-fé do secretário Coca traz um prejuízo diário para a prefeitura de São Carlos de R$ 10 mil por dia”, diz Paraná.

O vereador vê “a possibilidade de conluio ou conchavo com pessoas próximas ou amigas do chefe do poder executivo, que é uma situação que precisamos evitar e combater”. Isto em razão do que chama de “subjetividade” existente no documento. Em especial com relação ao pagamento de subsídios à possível empresa vencedora pela prefeitura.

“O campo de subjetividade que existe nessa licitação é muito grande (...) O Coca diz que tem no edital o número estimado de gratuidades, porém não tem o valor que vai ser pago. É nítido: quando não é estabelecido o valor da gratuidade, não se permite inclusive que as empresas que vão disputar essa licitação apresentem um valor plausível da tarifa. E ainda que não fosse subsidiada pela prefeitura essa gratuidade, esse valor vai ser cobrado pela empresa mas vai recair sobre o usuário, e isso vai tornar a tarifa em São Caros absurda. Nota-se que o secretário não está tendo responsabilidade neste momento. E o que me chama a atenção também é que nossa cidade parece estar sem prefeito; é o momento de ele agora chamar a responsabilidade, tentar corrigir [a licitação] antes que alguém faça a impugnação”.

 

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