Quinta-feira, 21 Junho 2018  13:57:58

MULHER GOSTA MESMO É DE “MACHÃO”?

  • Escrito por  Dani Globo

Zapeando no Netflix e na entressafra das minhas séries preferidas, tive a grata surpresa de me deparar com a série EASY*, em especial o episódio “The fucking Study”, que dá o gostinho do que encontrará nesta antologia de aproximadamente 30 minutos de duração cada episódio.

Em uma festa, um amigo conta ao outro que leu um estudo que diz que mulheres que ganham mais do que os maridos costumam fazer menos sexo com eles. A conversa vira polêmica entre os casais da festa, o que era de se esperar. Mas uma das personagens, em particular, compra totalmente a ideia. Ela, uma workholic bem-sucedida, é casada com um ator que abriu mão da carreira para cuidar da casa e dos filhos, e viu no estudo a explicação para o esfriamento da vida sexual do casal.

Será? Mulheres independentes e modernas ainda sentem frio na barriga ao ver um homem viril e provedor? O que excita uma mulher é a capacidade de um homem cuidar dela, mesmo que esse papel seja perfeitamente preenchido por ela mesma?

Em primeiro lugar, felizmente as pessoas são diferentes, há mulheres e MULHERES. Há homens e HOMENS. E os elementos que dão tesão em uma pessoa podem ser totalmente diferentes dos que dão em outra. Mas, me surpreendi ao pesquisar o assunto e descobrir que o tema do seriado não é apenas uma divertida brincadeira...  tem gente realizando estudos sérios sobre isso.

Por exemplo, um artigo do Psychological Bulletin, da Universidade da Califórnia, aponta que as mulheres mudam suas preferências quanto ao tipo de homem pelo qual se sentem atraídas dependendo do período do mês. De acordo com a pesquisa, devido a uma consequência da evolução, elas tendem a preferir homens com características físicas notoriamente masculinas durante o período de ovulação. “Segundo essa teoria, as mulheres que buscavam essas características nos parceiros tinham mais chances de transmitir bons genes para seus filhos, aumentando suas chances de sobrevivência e sucesso reprodutivo”, explica Kelly Gildersleeve, doutoranda em psicologia e uma das autoras do estudo.

Independente da descontração da série americana ou da seriedade do estudo da universidade, não dá para negar que os papéis sociais vêm mudando muito rapidamente. Mulheres e homens podem ser provedores e cuidadores, casamentos homossexuais é um fato que deu certo, e filhos passam a ser opção e não consequência. Essas mudanças acabam determinando que as escolhas amorosas são muito mais sofisticadas do que uma porção de genética misturada com aula de biologia.

Somos livres para escolher um parceiro que nos apoiem e nos façam felizes, seja ele um neandertal primitivo ou um coreografo fashionista. E quando seus genes de mulher das cavernas gritarem, compre para seu parceiro uma fantasia de macho alfa e seja feliz.

 

* A série tem núcleos e tramas independentes. Cada episódio apresenta um núcleo diferente com um ritmo próprio e personagens distintos. Em comum, todos vivem na cidade de Chicago e ocasionalmente se esbarram. O elenco é especial e conta com alguns rostos conhecidos do cinema independente americano.

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